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domingo, 10 de abril de 2016

ENTREVISTA A GÉRSON ODILON - MEDICINA E VIDA




Um convite inusitado 

A mim foi direcionado 
Para falar do dia-a-dia
Da tal anestesiologia 
De forma nada atrevida
Sobre a Medicina e a vida.

Eu recebi este convite 
Fiquei muito admirado
Pensando todo dia
O quê ali seria falado
Para deixar o povo contente 
Matutando com sua mente 
Nesse tema animado.

Acordei de manhãzinha 
Vi um maravilhoso dia
Sai para gravação 
Regozijando alegria 
Para falar com mui ardor 
Desse tema assustador 
Nominado anestesia.

Encontrei por lá um amigo 
Ansioso me esperando 
Também poeta de mão cheia 
Que de tudo vai falando
Para comigo conversar
E ao espectador animar
Fomos logo começando.




domingo, 4 de maio de 2014

Anestesia que subiu para a cabeça - Parte IV



Dipirona com cafeina
Eu recomecei a tomar
Passando aquele dia todo
Querendo a morte voltar
Palpitação e agitação
Começaram a me atacar.

Aquela insônia veio junta
Com as luzes na visão
Com um aperto no meu peito
Com a  horrível palpitação
Depois de muito tempo
Dormi nesta agitação.

No sétimo dia acordei
Pensando em ficar a toa
Deitada na minha cama
Sem a tal dor que amaldiçoa
Quando levantava doia
Quando me deitava, boa.

No oitavo dia me acordei
Sentindo-me muito bem
Aquela dor na cabeça
Tinha sumido pro além
Havia se acabado tudo
Agora viveria sem.

Com muito medo fiquei
De outra anestesia tomar
Sabe-se lá quando eu iria
Outra nas costas levar
Procurei uma rezadeira
Para nunca mais operar.

Anestesia que subiu para a cabeça - Parte III



No quarto dia senti dor
De uma forma mais amena
Ainda no alto da cabeça
Numa escala bem pequena
Sentindo que não passava
Deixando-me bem serena.

Precisava ficar bem
Nem que fosse ao candomblé
A minha vida estava
Um horroroso cabaré
Iniciei por minha conta
A tomar muito café.

No quinto dia estava bem
Daquela dor horripilante
Mas comecei a apresentar
Uma coisa interessante
Um quadro novo surgiu
Neste momento estressante.

Me sentindo bem inquieta
Luzes fortes na visão
Sentada no meu cantinho
Sem mexer e com agitação
De noite fechei meus olhos
Sentindo palpitação.

Uma sensação de morte
À noite se fez presente
Tentei conseguir dormir
Rezando bem penitente
Pedindo a Deus pela cura
Ou então a morte plenamente. 

No sexto dia acordei viva
Resolvi tudo parar 
Agradecendo ao meu Deus
Por viva ainda estar
Mas logo que o dia andou
O que a dor fez foi voltar.

Desesperada liguei
Pro médico urgentemente
Para saber o que passava
No meu corpo de doente
A única coisa que disse:
- Faça tudo novamente.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Anestesia que subiu para a cabeça - Parte II



Que bom, que maravilhoso
Fui a minha casa dormir
Me acordei no outro dia
Alegre e sempre a sorrir
Sentindo-me muito bem
Sem nada pra me agredir.

No segundo dia não fiz
De nada que me adoeça
Passei a sentir muita dor
Bem em cima da cabeça
Eu comecei a pedir a Deus
Que a dor não me enlouqueça.

Fiquei em casa deitada
Analisando o sintoma
Deitada não sentia nada
De pé, oh! como a dor reclama!
Quando eu tossia mais me doia
Completando este axioma.

No terceiro dia pensei
Com meu médico falar
Pra me dar uma solução
Também para me explicar
Como é que a anestesia foi
Para a cabeça parar?

Disse-me que na coluna
Há um líquido protetor
Que sobe para a cabeça
E age como defensor
Envolvendo nosso cérebro
Para que não sinta dor.

Seu nome nos livros é líquor
Sendo também proteção
Para pancadas e acidentes
Do mar, da terra e do avião
Mas quando do corpo sai
Uma dor faz evolução.

Para cada 100 pessoas
Apenas duas sentem dor
Só que para estas poucas
São momentos de pavor
A mulher tem mais que o homem
Vou reclamar com o Criador.

Quando esta dor aparece
Sem nem anunciar seu nome
Todos ficamos sofrendo
Com esta dor que nos consome
Se levantar a bicha pega
E se deitar, a bicha some.

O anestesista me achou
Uma mulher bem machona
Me dando explicações
Fazendo tudo vir a tona
Depois me prescreveu
Cafeina com dipirona. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Anestesia que subiu para a cabeça - Parte I



Deus fez todos os animais
A mulher veio da costela
Mas tudo de ruim no corpo
Parece ter vindo com ela
Quando Adão descobriu o amor
Quase que se descabela.

Vou contar vocês a estória
Antes que dela eu me esqueça
De uma mulher dentre outras
Que embora não mereça 
Sofreu com bastante dor
Bem no alto da cabeça.

Eu só poderia contar isso
Porque aconteceu comigo
Se eu não fosse pessoa crente
Acharia que foi castigo
Sendo bem orquestrado
Pela obra e ação do inimigo.

Finalmente chegou a hora
Daquele esperado dia
Tão necessário pra mim
Pra um joelho que me ardia
Eu rezando sempre em casa
Pra me sumir a covardia.

Já lá no centro cirúrgico
Se aproximou uma pessoa
Usando verde e com máscara
Parecendo ser um coroa
Me dando mil explicações
Querendo me deixar boa.

Depois que fingi entender
Calado me pôs sentada
Furando minha coluna
Fui ficando toda suada 
Quando eu fiquei um pouco mal
Já me puseram deitada.

Perguntei depois para ele
Como tudo ali corria
Ele foi pedindo calma
Era raquianestesia
Que d'ali a poucos instantes
Nada mais eu sentiria.

Ele foi dando um remédio 
Passei um tempo dormindo
Quando dei conta de mim
O doutor estava saindo
Me vestiram bem ligeiro
Para casa fui partindo.