Mostrando postagens com marcador alergia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alergia. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de maio de 2014

Anestesia que subiu para a cabeça - Parte IV



Dipirona com cafeina
Eu recomecei a tomar
Passando aquele dia todo
Querendo a morte voltar
Palpitação e agitação
Começaram a me atacar.

Aquela insônia veio junta
Com as luzes na visão
Com um aperto no meu peito
Com a  horrível palpitação
Depois de muito tempo
Dormi nesta agitação.

No sétimo dia acordei
Pensando em ficar a toa
Deitada na minha cama
Sem a tal dor que amaldiçoa
Quando levantava doia
Quando me deitava, boa.

No oitavo dia me acordei
Sentindo-me muito bem
Aquela dor na cabeça
Tinha sumido pro além
Havia se acabado tudo
Agora viveria sem.

Com muito medo fiquei
De outra anestesia tomar
Sabe-se lá quando eu iria
Outra nas costas levar
Procurei uma rezadeira
Para nunca mais operar.

Anestesia que subiu para a cabeça - Parte III



No quarto dia senti dor
De uma forma mais amena
Ainda no alto da cabeça
Numa escala bem pequena
Sentindo que não passava
Deixando-me bem serena.

Precisava ficar bem
Nem que fosse ao candomblé
A minha vida estava
Um horroroso cabaré
Iniciei por minha conta
A tomar muito café.

No quinto dia estava bem
Daquela dor horripilante
Mas comecei a apresentar
Uma coisa interessante
Um quadro novo surgiu
Neste momento estressante.

Me sentindo bem inquieta
Luzes fortes na visão
Sentada no meu cantinho
Sem mexer e com agitação
De noite fechei meus olhos
Sentindo palpitação.

Uma sensação de morte
À noite se fez presente
Tentei conseguir dormir
Rezando bem penitente
Pedindo a Deus pela cura
Ou então a morte plenamente. 

No sexto dia acordei viva
Resolvi tudo parar 
Agradecendo ao meu Deus
Por viva ainda estar
Mas logo que o dia andou
O que a dor fez foi voltar.

Desesperada liguei
Pro médico urgentemente
Para saber o que passava
No meu corpo de doente
A única coisa que disse:
- Faça tudo novamente.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Anestesia que subiu para a cabeça - Parte I



Deus fez todos os animais
A mulher veio da costela
Mas tudo de ruim no corpo
Parece ter vindo com ela
Quando Adão descobriu o amor
Quase que se descabela.

Vou contar vocês a estória
Antes que dela eu me esqueça
De uma mulher dentre outras
Que embora não mereça 
Sofreu com bastante dor
Bem no alto da cabeça.

Eu só poderia contar isso
Porque aconteceu comigo
Se eu não fosse pessoa crente
Acharia que foi castigo
Sendo bem orquestrado
Pela obra e ação do inimigo.

Finalmente chegou a hora
Daquele esperado dia
Tão necessário pra mim
Pra um joelho que me ardia
Eu rezando sempre em casa
Pra me sumir a covardia.

Já lá no centro cirúrgico
Se aproximou uma pessoa
Usando verde e com máscara
Parecendo ser um coroa
Me dando mil explicações
Querendo me deixar boa.

Depois que fingi entender
Calado me pôs sentada
Furando minha coluna
Fui ficando toda suada 
Quando eu fiquei um pouco mal
Já me puseram deitada.

Perguntei depois para ele
Como tudo ali corria
Ele foi pedindo calma
Era raquianestesia
Que d'ali a poucos instantes
Nada mais eu sentiria.

Ele foi dando um remédio 
Passei um tempo dormindo
Quando dei conta de mim
O doutor estava saindo
Me vestiram bem ligeiro
Para casa fui partindo.