"Sôdade dentro do peito é qual fogo de monturo, pru fora tudo prefeito, pru dentro fazendo furo." (Patativa do Assaré)
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Aluno Bom versus Aluno Ruim
Ser estudante é muito bom
Viver só para estudar
Sem dívida pra pagar
Ter a vida como bombom
Como nota em semitom.
Às vezes até desentoa
Não é para qualquer pessoa
O professor não lhe afaga
Quando aperta ele se caga
Quando ele se solta, voa.
Que vida difícil essa
Tem nota pra todo lado
Tem que estudar um bocado
Para aluno que conversa
Fazendo da aula uma festa
O professor não perdoa
Lição não parece broa
Em casa rever é uma chaga
Quando aperta ele se caga
Quando ele se solta, voa.
Na hora do vestibular
Quem estuda vai lá e passa
Sem recurso de trapassa
Para a vida começar
Sem nada lhe intimidar
Mas pra aquele que destoa
A vida será patroa
No trabalho ele naufraga
Quando aperta ele se caga
Quando ele se solta, voa.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Infarto no Cinema
Tive hoje um dia diferente
Quando estava no cinema
Com meus filhos e a esposa
Vivenciamos um problema
Ocorrendo com meu nome
Criando ali um dilema.
Várias luzes foram acesas
A cessão também parou
Gritavam meu nome forte
Notei que alguém falou:
- Timbó está passando mal.
Tem por aqui algum doutor?
Minha filha do meu lado
Perguntou bem assustada:
- Papai, você está mal?
Será que isso é uma piada?
O senhor está aqui pertinho
E não está sentindo nada.
Alguns conhecidos meus
Levantaram-se pra ajudar
Percebi que era algo sério
Comecei a me levantar.
Falei para a moça bem alto:
- Não precisam me buscar.
A moça estava nervosa
Que falou trocando tudo
Chamou como paciente
Aquele que estava mudo
Mas era outra pessoa que estava
Padecendo um quadro agudo.
Quem me conhecia, sentou
Sorrindo-se na cadeira
Me vendo ali de pé e bem
Parecendo brincadeira,
Mas eu que estava de pé e calmo
Sai dali foi na carreira.
Em outro local dali perto,
Que parecia com um quarto,
Estava passando mal
Deitado como um lagarto
Um amigo de faculdade
Tendo sintomas de infarto.
Ao lado dele estava
Mandando na situação
Um rapaz que dizia: - É mole!
E ele: - É dor no coração.
Sem querer fui me metendo:
- Rapaz, qual sua formação?
O rapaz ficou com raiva
Querendo lhe socorrer
Mas sem ter o preparo certo
Nada poderia fazer
Nesta hora chegou a SAMU
Para tudo resolver.
Eu só fiz chegar lá perto
Para tentar resolver
A SAMU foi nos afastando
Para também socorrer
Eu fiquei foi muito triste
Já que o final não fui ver.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Estatística para quê?
Eu estava conversando
Com um amigo professor
Sobre um assunto espinhoso
Defendendo com ardor
O poder da estatística
Como mistificador.
O pesquisador tem dados
Números pra analisar
Do projeto sai um artigo
Não tem nem como evitar
O valor que um dado tem
Até na hora de falar.
No momento de projeto
Faz-se o cálculo amostral
Para o aluno que estuda
Conseguir tudo normal
Não consegue começar
Sem este número tal.
A coleta dos valores
É feita a qualquer momento
O aluno vai coletar
Pra poder dar seguimento
A uma hipótese criada
Dentro do seu pensamento.
Depois que tantos valores
Forem assim coletados
Fica aquela confusão
De números misturados
Com um estatístico bom
Ficam todos bem afinados.
O profissional letrado
Vai logo te perguntando:
- Quantas amostras você tem?
E vai logo começando
T de stundent, ANOVA
Teste de Tukey ajudando.
Os desfechos vão surgindo
Pra não vermos nulidade
O que o aluno quer mesmo
É ver a singularidade
Para que seus resultados
Lhe mostrem alguma verdade.
E depois de tudo pronto
O mundo precisa ver
De tudo que o aluno fez
Seus esforços conhecer
Publicando num periódico
Transmitindo seu saber.
Depois de esperar um tempo
Sai aquela publicação
Numa revista de impacto
Para comemoração
O leitor, pobre coitado
Lerá só sua conclusão.
Alguns são mais entendidos
Fazem algo esquisito
Lêem tudo menos seu método
Fazendo sempre este rito
Por causa da estatística
Que para ele é um grande mito.
Pelo visto esta estatística
Causa mesmo é um problema
Com seus números pra tudo
Tornando tudo um emblema:
Ler, ou não ler, a estatística
É para todos um dilema.
Ha! como seria tão bom
Se não existisse ela
Se pudéssemos não ler
Ou jogar pela janela
Sabido é o pesquisador
Que não for precisar dela.
E assim vamos vivendo
Esta grande confusão
O leitor finge que sabe
Repetindo a conclusão
A estatística, coitada!
Sempre na escuridão.
sábado, 4 de outubro de 2014
Ao meu primeiro Seguidor - Professor Flávio Brito
![[Imagem+005.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyLQ4_YbcW1HcQYBjLFMROvrkLXMyuL2uV6cfGW3NOr2WecHHhxQ9lwbTpP9avQhpJRX2DN3loE0RYQWD-8u3PMZyCgjv0t5rmVVkAU7jijP5i7V8wlyz4R88dZuVWk8Hopl63Fy3pANk/s220/Imagem+005.jpg)
Estava eu num belo dia
Olhando meu material
Que produzi nos meus versos
Voraz como um chacal
Que tinha um seguidor
Bastante excepcional.
É pessoa que produz o bem
Professor assim como eu
Tornou-se um cara eclético
De tanto que ele leu
Não sei como foi gostar
Deste blog que é meu.
Gosta das coisas corretas
É professor de mão cheia
Preza fazer tudo certo
Não cobiça coisa alheia
Vai passando seu saber
De forma própria e não feia.
Sendo uma pessoa de bem
Se afasta de fofoquinhas
Estudioso do saber
Pai de duas lindas filhinhas
É marido e pai exemplar
Detestando mentirinhas.
Percebe-se em seu caráter
Entre as virtudes humildade
Perseverança, alegria
Paz, justiça, caridade
Mansidão, sabedoria
E responsabilidade.
Tudo isso que falei
Em nada lhe engrandece
Porque vejo em você a luz
De Deus que lhe amadurece
Obrigado meu querido
Continue assim aguerrido
Este poeta é quem agradece.
Tudo isso que falei
Em nada lhe engrandece
Porque vejo em você a luz
De Deus que lhe amadurece
Obrigado meu querido
Continue assim aguerrido
Este poeta é quem agradece.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Um Sapo dentro de Um Saco - Marcos Mairton
Eu estava procurando
Uma poesia emocionante
Procurando muito achei
Este tema intrigante
De um sapo dentro de um saco
Numa estória interessante.
Um cordel de Marcos Mairton
Que não era de botequim
Mas fazendo trocadilho
Nos deixando piradim
Ele escreveu inspirado
Algo mais ou menos assim:
"Quando caí, o meu braço
Entrou numa cavidade
Onde alguém, um pouco antes,
Fez suas necessidades.
Naquela velocidade,
Atolei até o sovaco.
E o sapo dentro do saco;
E o saco com o sapo dentro;
O sapo fazendo papo
E o papo fazendo vento."
http://mundocordel.blogspot.com.br/2007/08/esta-uma-verso-resumida-do-cordel-do.html
Eu não pude me conter
Com tamanha inspiração
Deste cearense porreta,
Poeta de iluminação
Ai parei para pensar
Criando uma composição.
Meu querido amigo Mairton
Veja só que coisa estranha
Este animal que viste
Bem que podia ser uma aranha
E quase que você apanha,
Mas vamos mudar este ato
De um sapo dentr'um saco;
Um saco com um sapo dentro;
Porque algo que não aguento
É saber estória de sapo.
Este foi um momento bom
Para pensar nos animais
Na floresta e natureza
No ser homem e em tudo mais
Se eu continuasse pensando
Não terminaria jamais.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Briga entre Amigos
O cordel "Sinto sua Falta" surgiu depois de uma discussão com uma colega de trabalho que tenho muita estima.
Acho difícil na vida
O convívio com as pessoas
Existe a adversidade
Que em si não parece boa
Tem gente que apronta tanto
Que sua presença enjoa.
Os piores amigos são aqueles
Que se sentem complexados
Porque tudo que se fala
Ficam neles encarnados
Mesmo que você não os ache
Negro, pobre, ladrão ou viado.
Ainda tem alguns colegas
Que lá no fundo agente ama
São os que aprontam e reaprontam
Agente sempre reclama
Ainda existem aqueles piores
Que passam seu dia na cama.
Ora ora meus leitores
Isso ai na vida é normal
Em todo lugar tem desses
Que só trabalham no pau
Somente nos tratam bem
Trabalhando desigual.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Meu chefe querido
Encontrei no meu trabalho
Pessoa que me quer mal
Em um ambiente de aula
Ele se sentindo o tal
Esnobou minha presença
Como quem corre de doença
Como seu eu fosse animal.
Resolvi me comportar
De uma forma diferente
Vi meu querido chefinho
Comigo intransigente
Ele pensa que me enrola
A ele nem sequer dei bola
Fui completo indiferente.
Fiquei até muito surpreso
Passei o dia sem lhe dar mole
Porque cumpro meu dever
E comigo ninguém bole
Quem gosta de fazer o certo
Espanta um mal de perto
E com este ninguém pode.
Pra poder comemorar
Esta situação vivida
Por ter trabalhado bem
E por ter a missão cumprida
Resolvi preparar a dose
De whisky tomei um gole
Para o plantão dei partida.
A comemoração minha
Muito pequena e singela
A dose foi quase nada
Não deu para encher panela
Eu fiquei foi bem feliz
Com este cara aprendiz
Do conhecido Zé ruela.
Trabalhei no meu plantão
De uma forma transparente
Tratando muitas pessoas
Sendo de Cristo um agente
Um colega observou
Depois foi que me falou:
- Tu ficaste mais valente!?
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