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terça-feira, 6 de março de 2018

A poesia e a magistratura - Marcos Mairton

Aos meus leitores queridos 
Existe um bom magistrado 
De quem já sou muito fã 
Ele é um poeta advogado 
Mas nunca foi professor 
É um grande legislador 
Na justiça federal
Grande mestre e magistral 
Não perdoa quem for julgado.

Atende por Marcos Mairton 
Poeta cantador arretado 
Que mora no Ceará, 
Um local muito arrumado.
Agora os presos revoltos 
Com muitos bandidos soltos 
Vivendo o povo enjaulado.

Deixo aqui uma poesia dele.

POESIA E MAGISTRATURA
Marcos Mairton

Certa vez, fui perguntado
Sobre como eu conseguia
Dedicar-me à poesia
Sendo eu um magistrado.
Vivendo tão ocupado,
Com as questões do Direito,
Como é que dava jeito
Para escrever rimando,
E também metrificando,
Fazendo verso perfeito?

Eu, antes de responder,
Calado, pensei assim:
Quem pergunta isso pra mim
Não conhece o “métier”
De quem tem que resolver
Toda sorte de conflito.
Que de perto escuta o grito
Da nossa sociedade,
Clamando por igualdade,
Pedindo pena ao delito.

Ser poeta e ser juiz
O que há de estranho nisso,
Pra quem tem o compromisso
De ouvir a parte o que diz?
Que vê o olhar feliz
De quem ganhou a questão
E tem a satisfação
De sentir que fez Justiça
Reparando a injustiça
Que atingiu o cidadão?

Eu penso que a poesia
Está em todo lugar,
E quem vive a julgar
A encontra todo dia:
Quando o parquet denuncia
Quando o réu faz sua defesa
Quando a polícia traz presa,
Gente por ela detida,
É a poesia da vida
Que me chega de surpresa!

A poesia aparece
Quando o advogado
No pedido formulado
Diz: - Doutor, ela merece,
Todo dia sobe e desce
A ladeira da “Queimada”
Carregando uma enxada
Para trabalhar na roça
Não é justo que não possa
Ser agora aposentada.

A poesia é presente
No olhar do acusado
Seja quando é culpado,
Seja quando é inocente.
Na testemunha que mente,
E na que fala a verdade.
Na imparcialidade
Que todo juiz queria.
Veja quanta poesia
Em nossa realidade.

Por isso eu acho normal
Que todo bom magistrado
Venha a ser considerado
Poeta em potencial.
Incorre em erro fatal
Quem quiser fazer sentença
Somente com o que pensa
Sem revelar o que sente.
Um juiz desse, é urgente
Que se afaste, de licença.

Tulio Liebman lecionava,
Que a sentença é assim,
Vem de “sentire”, em latim,
E, dessa forma, ensinava:
Que na sentença se grava
Não somente o pensamento,
Mas também o sentimento
Do juiz que a profere.
Que ninguém desconsidere
Esse grande ensinamento.

Se o poeta, realmente,
Não é mais que um “sentidor”.
Que chega a sentir que é dor
“A dor que deveras sente”,
Juiz não é diferente
Quando cumpre sua função.
Mesmo quando a decisão
Em versos não se transforma
Na aplicação da norma
Há uma carga de emoção.

Fique tranqüilo, portanto,
Meu colega, magistrado,
Se, agora, aí sentado,
Lhe surpreender o pranto.
Pois não será por encanto,
Magia ou maldição.
É só manifestação,
Que nesse instante sentiste,
Do poeta que existe
Dentro do seu coração.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Um Sapo dentro de Um Saco - Marcos Mairton



Eu estava procurando 
Uma poesia emocionante
Procurando muito achei
Este tema intrigante
De um sapo dentro de um saco
Numa estória interessante.

Um cordel de Marcos Mairton
Que não era de botequim
Mas fazendo trocadilho
Nos deixando piradim
Ele escreveu inspirado
Algo mais ou menos assim:

"Quando caí, o meu braço
Entrou numa cavidade
Onde alguém, um pouco antes,
Fez suas necessidades.
Naquela velocidade,
Atolei até o sovaco.
E o sapo dentro do saco;
E o saco com o sapo dentro;
O sapo fazendo papo
E o papo fazendo vento."

http://mundocordel.blogspot.com.br/2007/08/esta-uma-verso-resumida-do-cordel-do.html

Eu não pude me conter
Com tamanha inspiração
Deste cearense porreta,
Poeta de iluminação
Ai parei para pensar
Criando uma composição.

Meu querido amigo Mairton
Veja só que coisa estranha
Este animal que viste
Bem que podia ser uma aranha
E quase que você apanha,
Mas vamos mudar este ato
De um sapo dentr'um saco;
Um saco com um sapo dentro;
Porque algo que não aguento
É saber estória de sapo. 

Este foi um momento bom
Para pensar nos animais
Na floresta e natureza
No ser homem e em tudo mais
Se eu continuasse pensando
Não terminaria jamais.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Uma pequena dose de amor - Francisco Antônio



Eu li um outro dia um cordel
Falando do velho amor
E do coração do povo
Que tá cheio de rancor
E como isso aconteceu
Sem a mão de Nosso Senhor.

Antônio Francisco autor
Foi quem teve inspiração
De como foi acontecer
Para encher o coração
De tristeza, ódio, rancor
Inveja e de negação.

Cordel lindo. Para ver clique abaixo.

http://mundocordel.blogspot.com.br/2007/11/cordel-de-antonio-francisco.html

Hoje ainda falta em nós
Aquela dose de amor
Porque no Brasil tem gente
Que não vive, é sofredor
Na oportunidade vinda
Acaba-se o explendor.

Andando por nossas ruas
Com total descontração
Carregando alguns pertences
Forte na palma da mão
Aparece um qualquer
Se fazendo de ladrão.

A escola anda um caos
Todo mundo tendo zero
Os responsáveis por tudo
Ficam agindo tal Lutero
Prometem mudar de tudo
Não passa de um lero.

Quando você vai a seu médico
Fazer àquela sua consulta
Enfrenta filas tão grandes
O atendente lhe insulta
Acorda de madrugada
Só para esquentar sua cuca.

Quando chegam as eleições
O político promete
Quando eles ganham no pleito
Ninguém nem se compromete
Dizem logo ao seu povão:
- Tome tento, não se mete.

Seria tudo diferente
Se pudéssemos viver
Com aquela dose de amor
Que o homem deixou de ter
E agora fico pensando:
"Que poderemos fazer?".

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Os Dois Soldados - Marcos Mairton



Amigo Marcos Mairton
Leio este belo cordel
Pela segunda vez minha
Como se fosse um pincel
Para me dar inspiração
Dentro da imaginação
De um grande bacharel. 

Eu lendo atentamente
Tudo com muito cuidado
Percebi uma frase linda
Que meu pai me havia falado:
"Filho, de coração aberto
Faça sempre o que achar certo
Por mais que seja arriscado".

Esta frase me encoraja
Nos momentos da vida
Quando estou tendo dúvidas
Em algo que me intimida
Me vem o tal pensamento
Como fosse um mandamento
Dando-me força atrevida.

Então passaram-se anos
Eu sempre muito ocupado
Vivendo em situações
Em que fiquei bem aperreado
Mas pensei de peito aberto:
"Faça sempre o que achar certo
Por mais que seja arriscado".

A vida d'agente é assim
Cheia de grande surpresas
Numas horas é bastante calma
Noutras horas cheia de proezas
Vivemos grandes emoções
Temos grandes decisões,
É da nossa natureza.

Todos os problemas da vida
Foram sempre contornados
Mantendo meu pensamento
Que cedo me foi ensinado
Por Deus me sinto coberto e
"Fazendo sempre o que é certo
Por mais que seja arriscado".

Sempre encontramos gente
Que vive a fazer artimanha
Em tudo sempre ele ganha
As vezes até indecente
Agindo canalhamente.
Eu vivo sempre animado
Nunca ficando parado
Sentindo Deus bem de perto
"Fazendo sempre o que é certo
Por mais que seja arriscado".