terça-feira, 26 de maio de 2015

A Mulher Como Você



A mulher como você 
Linda, gentil e magestosa
Imagino se um dia eu possa
Saber se tu és carinhosa
Enquanto o tempo não chegue
Alimentarei minha sede
Com uma atitude curiosa.

Ó Deus, peço teu perdão 
Perdoa este meu pecado
Desejando quem não posso
E ainda ficando animado
"Afasta de mim este cálice" 
Não me deixe assim indomado.

A esta mulher que refiro
É a cara do próprio cão 
Tire de mim os pensamentos
De profunda confusão 
Não me deixe assim sozinho
Vivendo só essa paixão.

Mulher, se não me quiser
Não me ataque nem aproxime 
Se afaste logo de mim
Nunca mais tu me fascine 
Minha cabeça é de artista
Por favor, não me assassine.

E se um dia me quiseres
Como o homem para tua vida
Acaba com este desprezo 
Me alegre e me dê guarida
Porém se tu não me quer
Abra a porta para a saída.

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terça-feira, 19 de maio de 2015

História de José do Egito - João Martins de Athayde - Parte III



- Simião ficou lá preso
Agora é que está ruim
Porque quando nós saímos
O rei nos disse assim:
Quando vier comprar trigo
Me traga o tal Benjamim

Dizia o velho chorando:
Chegou o meu triste fim
Porque é esse um dos filhos
Que não se aparta de mim
Como viverei no mundo
Ficando sem Benjamim?!

Judá insistiu com ele
Contando o que foi passado
- Eu tomo conta de tudo
Meu pai, não tenha cuidado;
Dizia o velho: ele indo
Para mim foi sepultado!

- Se eu digo estas palavras
É porque tenho razão
José os bichos comeram
Nas brenhas da solidão
Agora sem haver crime
Ficou preso Simião!

Judá pelejou com ele
Até o velho aceitar
Se Benjamim lá não fosse
Nada podia arranjar
Só no Egito é que tinha
O que eles iam comprar.

Eles seguiram viagem
O velho ficou sentido
Judá chegou no Egito
Foi muito em recebido
Porque levou Benjamim
Que José tinha pedido.

José vendo Benjamim
Conheceu logo também
Perguntou com cara feia
(porém os tratando bem):
É este o irmão mais novo
Que vocês dizem que têm?

Judá lhe disse que sim
Partido de comoção
Dizendo: - Rei, meu senhor
Nos conceda a permissão
Para que possamos ir
Aonde está Simião?

Disse José: podem ir
Visitar o seu irmão
Ele até aqui não teve
Nenhuma perturbação;
José só tinha ele preso
Fazendo a comparação.

José diante essas coisas
Não podia se conter
Chorava em seu aposento
Que só faltava morrer
Pois inda não era tempo
De se dar a conhecer.

Todos irmãos de José
De nada tinha sabido
Vendo José como rei
Dum país desconhecido
Sendo ele o tal irmão
Que eles tinham vendido

Depois José chamou eles
Dando plena liberdade
Dizendo: vão passear
Pelas ruas da cidade;
Só assim José podia
Fazer a sua vontade.

Eles com essas palavras
Ficaram muito contentes
Aí José mandou logo
Chamar o seu intendente
Dizendo: encha bem cheio
O saco daquela gente

- Depois dos sacos bem cheios
Faça jeito de botar
A minha taça de prata
Sem ninguém desconfiar
No saco de Benjamim
Pra quando ele for, levar

O intendente fez tudo
Como José lhe mandou
No saco de Benjamim
Ele a taça colocou
Benjamim que não sabia
No outro dia levou

Assim que eles saíram
José mandou uns soldados
Dizendo: peguem uns rapazes
Que vão ali carregados
E tragam a minha presença
Para serem interrogados

Eles iam muito alegres
Só por levar Simião
Dizia Judá: fizemos
Muito boa arrumação;
Nisto gritaram pra eles
Lhes dando voz de prisão

Logo aí foram levados
À presença de José;
- Quem roubou a minha taça
Terá prisão de galé
Faz vergonha nos senhores
Não ter um homem de fé

Disseram: rei, meu senhor
Nós nunca roubamos nada
Essa taça de que falam
Nunca pode ser achada
Mande correr nossos sacos
Só ela sendo encantada.

- Não pensei que em Palestina
Tivesse gente ruim
Passem u'a corra nos sacos;
José então disse assim
A taça foi encontrada
No saco de Benjamim

Aí caíram por terra
Botando os joelhos no chão
Dizendo: rei, meu senhor
De nós nenhum é ladrão
Porém seremos levados
À morte na prisão.

José partido de pena
Não podendo resistir
Disse ao seu intendente:
Mande este povo sair
Basta ficar estes homens
A quem preciso eu ouvir

Quando saiu todo povo
Inda mais se comoveram
José lhes disse chorando:
- Inda nao me conheceram?
Eu sou vosso irmão José
O tal que vocês venderam

Que hora amarga e feliz
Para quem compreender!
Toda tristeza que havia
Foi transformar-se em prazer
Ficaram todos felizes
Dessa data até morrer

José mandou vir também
O seu pai idolatrado
Quem trouxe foi seu irmão
Com muito zelo e cuidado
Jacob findou os seus dias
Vivendo sempre ao seu lado.

terça-feira, 12 de maio de 2015

História de José do Egito - João Martins de Athayde - Parte III



Apesar dessa promessa
Ser de tão boa vontade
Porém como a tal prisão
Foi feita com falsidade
José passou mais dois anos
Sem gozar da liberdade.

Faraó teve dois sonhos
Que o impressionaram
Vendo sete vacas gordas
Que dele se aproximaram
Vinham outras sete magras
Que as gordas devoraram.

Quando foi no outro dia
Faraó mandou chamar
Todos os sábios que haviam
Residentes no lugar
Cada um disse uma asneira
Não puderam decifrar.

O copeiro então lembrou-se
Do que tinha se passado
De um sonho que tinha tido
E José tinha decifrado
Mandaram soltar José
E trouxeram para o reinado.

José chegando na corte
Foi muito em recebido
Para decifrar o sonho
Que o Faraó tinha tido
José explicou tudo
Sem ter de nada sabido.

- Senhor; lhe disse José
Os sonhos são verdadeiros
Essas vacas gordas
São sete anos primeiros
Serão de tanta fartura
De abarrotar os celeiros.

- E as sete vacas magras
Por minha vez também cismo
São sete anos de seca
De miséria e cataclismo
A nação que descuidar-se
Cairá sobre o abismo.

- Eu acho conveniente
Que a vossa majestade
Procure um bom ministro
Que tenha capacidade
Para comprar todo trigo
Que aparecer na cidade.

- Se acaso rei meu senhor
Este conselho não tome
Chegando o tempo da crise
O Egito muda de nome
Se acabam os pobres na rua
Todos morrendo de fome.

Faraó vendo a conversa
Anti-tradicional
Vendo que o cataclismo
Se torna universal
Disse a José: És ministro
Pela ordem imperial.

O rei lhe dizendo isso
Entregou-lhe um anelão
Dizendo: Pega esta jóia
Que te dou por distinção
Dora em diante serás chefe
De toda esta nação.

Tinha José nesse tempo
Trinta e um anos de idade
Tomou conta da missão
Tinha plena liberdade
De fazer naquele reino
O que tivesse vontade.

Chegou o tempo abundante
José pegou a comprar
Trigo, feijão e farinha
Vindos de todo lugar
Depois dos celeiros cheios
Não teve onde botar.

Mandou fazer um depósito
De muito grande extensão
Num dos pontos da cidade
Prevendo a ocasião
Pra socorro da pobreza
Sendo da sua nação.

Um tempo assim como aquele
Nunca se viu outro igual
As nações tinham fartura
De um modo descomunal
Findou o tempo abundante
Entrou a crise fatal.

Já depois de quatro anos
Que o cataclismo assolava
O povo das caravanas
Que no Egito passava
Via que nesse lugar
Em fome nem se falava.

Vagou aquela notícia
Que no Egito inda tinha
Recurso para a pobreza
Trigo, feijão e farinha
Todo dia vinha gente
Da região mais vizinha.

A fome assolava o mundo
O grande também sofria
Substância de alimento
Em parte alguma se via
O rico morrendo à fome
E o dinheiro não vali.

Jacob, o pai de José
Vendo o tempo muito ruim
Mandou os filhos ao Egito
Naquelas estradas sem fim
Mandou os outros mais velhos
E ficou com Benjamim

Chegando eles no Egito
Depressa foram levados
À presença de José
Para serem interrogados
José conheceu bem eles
Logo que foram chegados

José fingiu-se inimigos
Vendo aqueles condições
Que os irmãos se achavam
Sabendo que eram bons
Lhes disse: de onde vêm
Que me parecem uns ladrões?

Responderam com espanto:
É horrível a nossa sina
Somos filhos de Jacob
Natural da Palestina
Viemos comprar legumes
Que a fome lá é canina.

José ficou comovido
Porque tinha compaixão
Apesar de ter sofrido
Deles aquela traição
Então perguntou a eles:
Sua irmandade quais são?

- Nós éramos 12 irmãos
O caçula não quis vir
Porque meu pai já é velho
Só ele o pode servir
Quanto ao nosso irmão José
Esse deixou de existir.

Disse José para eles:
Eu só posso acreditar
Desse seu irmão mais novo
Se vocês forem buscar
Ficando um de vós preso
Até o outro chegar.

Disseram: rei meu senhor
Nós não fazemos questão
Nos venda um pouco de trigo
Temos muita precisão
Quanto ao que fica preso
Deixo ficar Simião

José mostrou-se contente
Deu a resposta que sim
Mas disse a eles depois:
O tempo inda está ruim
Quando vier comprar trigo
Me traga o tal Benjamim

Aí voltaram os outros
Porém sem consolação
Chegaram na Palestina
O patriarca ancião
Foi perguntando aos filhos:
Onde ficou Simião?

terça-feira, 5 de maio de 2015

História de José do Egito - João Martins de Athayde - Parte II



Depois que José estava
Naquela horrenda prisão
Passaram uns israelitas
E tiveram compaixão
E chamaram os assassinos
Para comprar-lhes o irmão.

Por vinte moedas em prata
Foi o menino vendido
Todos que assistiram a venda
Consideravam perdido
Numa nação estrangeira
Como escravo desvalido.

Depois pegaram a túnica
Que José tinha deixado
Quando entrou na cisterna
Que eles tinham tirado
Mandaram levar ao velho
E dar-lhe mais um recado.

Botaram sangue na túnica
E mandaram o velho ver
Dizia assim o recado:
- Meu pai, procure a saber
De quem era essa túnica
Não podemos conhecer.

Quando o velho viu a túnica
Começou logo a chorar
Oh! Meu Deus, perdi meu filho
Como é que hei de passar?!
Foram as feras do deserto
Que o quiseram matar!

Enquanto Jacob chorava
A morte do filho amado
Ele entrava no Egito
Para onde foi levado
Foi vendido a Putifar
Intendente do reinado.

José que era um moço
Dotado de consciência
Putifar encontrou nele
Força de inteligência
Confiou da sua casa
Toda superintendência.

Em poucos dias depois
A mulher de Putifar
Intentou gozar-se dele
Não pode realizar
Por meio da falsidade
Prometeu de se vingar.

Disse ela a Putifar:
- Seu empregado é ruim
Inda ontem aquele infame
Dirigiu pilhéria a mim
Sendo eu sua esposa
Não posso ficar assim.

Putifar logo afobou-se
Ficou sego de paixão
E mandou chamar José
Na mesma ocasião
Foi duas praças com ele
Pra remetê-lo à prisão.

Entrou José na prisão
Dele ninguém tinha dó
Depois ficou mais contente
Porque não estava só
Se achava mais um copeiro
Da corte de Faraó.

Depois chegou um padeiro
Que preso também ficou
Um deles teve um sonho
E outro também sonhou
Todos mistérios dos sonhos
Foi José quem decifrou.

Disse o padeiro a José
Tudo que tinha sonhado
Por ordem de Faraó
Ia ser crucificado
E pelas aves de rapina
Seu corpo era devorado.

Disse o copeiro a José
Prometendo não faltar
- Pela sua liberdade
Eu tenho de trabalhar
Só terei algum descanso
Quando você se soltar.

terça-feira, 28 de abril de 2015

História de José do Egito - João Martins de Athayde - Parte I



Jacob foi um patriarca
De uma vida exemplar
Teve Raquel como esposa
Uma jovem singular
Pai de José do Egito
De quem pretendo falar.

Foram pais de onze filhos
De uma só geração
Não quero falar de todos
Pra não fazer confusão
Falo em José do Egito
Benjamim e Simião.

José era o mais moço
De Jacob era estimado
Devido essa simpatia
Pelos outros era odiado
Esse ódio aumentou tanto
Que o velho tinha cuidado.

José conhecendo isso
A todos ele temia
A intriga aumentou mais
Porque José disse um dia
Um crime que tinham feito
De cujo ninguém sabia.

Eles pensavam consigo
O que deviam fazer
Para dar fim a José
Sem o velho conhecer
Vivia o pobre menino
Sentenciado a morrer.

Disse José aos irmãos:
- Eu essa noite sonhei
Que nós andávamos juntos
E por um lugar passei
Vi onze adorando um
Quem era, também não sei.

Disse José outra vez:
- Eu tive outro sonho assim
Que me achava no deserto
Dum oceano sem fim
O sol, a lua, onze estrelas
Estavam adorando a mim.

Ficaram encolerizados
De inveja e de paixão
Vendo que aqueles sonhos
Eram a predestinação
Entre si todos juraram
De assassinar o irmão.

Eles pastoravam gado
Distante da moradia
Já o velho impaciente
Por não vê-los todo dia
Mandou José saber deles
Sem se lembrar da porfia.

Quando avistaram José
Criaram tanto rancor
Olhavam uns para os outros
Com olhos de traidor
Dizendo: - Vamos matá-lo
Porque ele é um sonhador.

Disse Rubens aos outros:
- Cá na minha opinião
Eu acho uma cousa triste
Assassinar um irmão
Botem ele na cisterna
Não lhe dê água nem pão.

Assim mesmo eles fizeram
Quando o menino chegou
Tiraram o roupa toda
Ele despido ficou
Botaram ele na cisterna
Ali mais ninguém passou.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O Mistério do Oração



Deus, ilumine este momento
Para fazer este cordel
Já que o motivo escolhido
Eu não sei pôr num papel
Os pensamentos me fogem
Rápidos como um corcel.

Uma coisa bem difícil
Que requer grande atenção
É confirmar a nossa fé
Através de uma boa ação
Ou mesmo de um pensamento
Através de uma oração.

Uma ação não sei direito
Mas bem sei que todos tem
Uma força de vontade
Não precisa vir do além
De fazer tudo de bom
Sem nem saber para quem.

Agora, fazer a oração
É uma coisa diferente
Não sei como começar
Nem sou muito inteligente
Quando paro pra pensar
Embaralho minha mente.

Minha mãe era pobrezinha
Era rica de humildade
Não me ensinou a rezar
Nunca mostrou a caridade
Ela não sabia oração
O amor foi sua realidade.

A escola, tínhamos os mestres
Que usavam toda didática
Ensinavam o que podiam
Do português a matemática
Mas a rezar e fazer oração
Era uma coisa emblemática.

Fui buscar em toda parte
Esse exercício aprender
Eu nunca encontrei ninguém
Que me fizesse entender
Procurei diversas formas
Pra o conhecimento ter.

Me ensinaram frases iguais
Para eu ficar repetindo
Quando faço muitas vezes
Quase nada vou sentindo
Mas é tanta repetição
Que vou logo me distraindo.

Também existem frases ditas
De forma eloquente e bela
Faladas do coração
De quem sabe pronunciar elas
Mesmo quem não sabe nada
Vira um grande tagarela.

Mas como poço fazer
Se não sou homem de criação?
Se repito boas palavras
E perco minha atenção?
E pra criar frases bonitas
Não tenho imaginação?

Então pra poder rezar
Eu passo o meu dia pensando
Levo Deus pra todo lado
Como se estivesse andando
Ali bem perto de mim
Passo dia com Ele falando.

Orar ou rezar para mim
Não têm significado
Passo o dia todo com Deus
Sentindo-O bem do meu lado
Fui passando minha vida
E nunca fui abandonado.

Quando estou em dificuldade
Recorro logo para Ele
Quando sinto uma dor forte,
Vou pedindo a ajuda Dele
Quando penso coisas ruins,
Procuro concentrar Nele.

Quando vejo uma pessoa
Deitada na rua com fome
Fico tão penalizado
Com uma dor que me consome
Da camisa tiro e digo:
- Este dinheiro é seu, tome.

Quando vejo uma criança
Pelas ruas assim desvalida
Às vezes com a mãe do lado
Desinquieta, aborrecida
Eu paro o que estou fazendo
E levo pra eles comida.

Quando eu vejo alguém caído
No chão todo ensanguentado
Afasto todos de perto
Peço ajuda, fico ao lado
Só retorno a minha casa
Quando o vejo melhorado.

Certa feita uma criança
Me parou e dizendo: - Tio,
Me socorra por favor
Estou morrendo de frio.
Eu fui a casa e peguei tudo
Meu armário ficou vazio.

Estou muito preocupado
Com esta minha situação
Porque todo mundo reza
E eu na minha solidão
E acho que nunca farei
Uma pequena oração.

Era tudo que eu queria
Mesmo poder entender
Dizer frases bem bonitas
Ou falar o mesmo dizer
Mas esta minha ignorância
Impede-me de aprender.

Eu só queria que Deus olhasse
E pudesse me ajudar
Porque vejo todos orando
Eu sem nem saber falar
Como ficarei com Deus
Se eu nunca aprender a rezar?

Eu só peço a Deus que veja
Que não pedi pra ser assim
Nunca faço de propósito
Só que ninguém diz pra mim
O que eu devo fazer agora
Para eu deixar de ser ruim.

E se alguém puder saber
Se posso ter solução
Espero com fé em Deus
Que me dê uma condição
De entender como faço
Para fazer uma oração. 

Agora, se não houver jeito
E Deus nunca me perdoar
O jeito que tem é ir sim
Para o inferno e lá ficar
Por eu nunca ter rezado
E também não saber orar.

A você leitor querido
Me arrume uma solução
Para que eu aprenda a rezar
Ou pra orar com o coração
Me ajudando a entender
Ou me dando sugestão.

domingo, 12 de abril de 2015

Aula com Rodrigo Andrade - Como o professor deve usar a voz.




Ontem, assisti a uma lição 
Dada por Rodrigo Andrade 
Que ficará na saudade 
Aprendizado em canção 
Marcando - nos com a emoção 
Ao chegar parecia nada
Todos nós com voz cansada
Da lida de nosso dia
Mas sua aula com maestria 
Quase vai até a madrugada.
...
Foi tanta a empolgação 
Que seu Célio orientador 
Quis enfeitar como cantor
Fazendo uma uma entoação 
Que ninguém lhe entendia não 
Naquela sala sagrada
Com uma turma encantada
Nós também fomos cantando
E o tempo ali foi passando
Quase vai até a madrugada.
...
Momento era de alegria
Com Rodrigo na batuta
Nos mostrou de forma astuta
Como a fala se fazia 
Eu cantava e ele regia
Uma música inventada
Difícil de ser cantada
Mas que ele tanto insistia 
Nós querendo com alegria
Que fosse até a madrugada.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Professor, que sofrimento!

Alguns chamam o professor
De uma linda profissão
Como se fosse algo fácil 
Ou mesmo uma obrigação.
Este ser já nasce assim
Com a força de querubim
Carregando esta missão.
...
Missão árdua e complicada 
Que em nada é enfadonha 
Consigo trás uma vergonha,
De ter um salário imoral 
Apostando no futuro 
Trabalhando muito duro
Como o professor sem igual.
...
Infernal é um presidente  
Prefeito e governador
Que pagam quase nada
A este eterno sofredor
Que no trabalho transforma
E um ser humano se torna
Num grande trabalhador.
...
Educador nunca foi
Este trabalho é dos pais
Que delegam ao professor 
Seus filhinhos naturais 
Para ter conhecimento 
Como se fosse um alimento
Criando fulanos de tais.
...
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domingo, 22 de março de 2015

Impitimam - Impeachment




Fiquei pensando comigo
Se na realidade é ruim
E fico pedindo a Deus
Que um dia isso tenha fim
O Brasil deve mudar
E deixar de ser assim.