terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Dalinha Catunda - Picão Roxo



Dalinha é muito esperta
Não deixa transparecer
Que esta estória de picão
Não é fácil de esclarecer
Ela fala e não escorrega
Numa coisa que não nega
Que se gosta de esconder.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Novembro Azul





A campanha no Brasil
Que acabou ganhando fama
Ficou uma coisa linda
Não é de se jogar na lama
Nomeada por Outubro Rosa
É contra o câncer de mama.

O homem foi desassistido
Ficando de norte a sul
Vendo por televisão
Da América a Istambul
Foi de Maceió que veio
O amado Novembro Azul.

Foi na praia de Pajuçara
Que começou este evento
No começo foi fraquinho
Depois grande movimento
Não ficando esta data
Para nosso esquecimento.

Os profissionais de lá
Arrumaram bem o lugar
Pra receber também os homens
E assim recepcionar
Todo mundo com destreza
Sem ninguém pra atrapalhar.

Foi dentro de uma barraca
Num domingo que fez sol
Escolheram um lugar
Destacaram com lençol
Ficando em reservado
Tal um ninho e seu rouxinol.

Neste lugar bem apertado
Foram os homens ali entrando
Entravam lá desconfiados
Saindo de lá cantando
Devido ao exame de próstata
Que sem pagar saiam lucrando.

Neste mês a fila aumentava
Na cidade de Maceió
Era tanto homem por lá
Que chegava até dar dó
De tanto exame ali feito
Com dedadas no fiofó.

Um domingo depois do outro
Todo mundo lá sem pena
Parecia uma doença ruim
Daquela que se condena
Pense com que se parece
Como quadro de cinema.

Uma coisa muito estranha
A fila lá só crescia
Nunca houve tanta vitória
Um troféu isto merecia
Era tanto homem no mundo
Que uma festa perecia.

Por ter se dado este fato
Uma dúvida ficou:
Será que este interesse
Só agora manifestou?
Ou será que outro motivo
Que a campanha revelou?

É uma dúvida cruel
Que não pude resolver,
Mas também como é que pode
Tanta gente câncer ter?
Ou será curiosidade
Para tanta fila haver?

Outra coisa não pensei
Nem passou pela cabeça
Para não pensar em nada
Que minha fé se estremeça
Vamos deixar isso pra lá
Quem quiser por lá apareça.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Jesus Cristo: Morto ou Vivo?



Veio Jesus Cristo na Terra
Usando sabedoria
De quando nasceu a sua morte
Criado por uma das Marias
Sumiu criança e voltou adulto
Ensinando com maestria.

Nomeado filho de Deus
Poderoso e verdadeiro
Neste mundo não houve igual
Nem no universo inteiro
Quem ouvisse de sua palavra
Sem o ver como conselheiro.

Mas como o maior dos santos
Fez para todos os milagres
Demonstrando amor infinito
Mas não tendo quem ele agrade
Os homens não lhe entenderam,
No acoite deram vinagre.

Fazendo assim jus as palavras
A profetas e profecia
Que proclamaram vir ao povo
Grande homem sem covardia
Que iria ensinar pregando
Amor e paz sem alegoria.

Morreu, mas nunca sumiu
Deixando ensinamentos
Amar todos como iguais
Raiva sem ressentimento
Não matar e menos roubar
Nem mesmo no pensamento. 

Jesus Cristo é nosso rei
Pai, irmão, amigo e pastor.
Se Ele voltasse de novo
Perguntava sem temor:
-O que devemos fazer?
Qual credo devemos ter?
Ele me responderia
Sem fazer tom de ironia:
- A maior entre as religiões é o amor.

Mas é um mistério da vida
Faz parte do nosso ser
Há coisas que nós sabemos
Há outras para compreender
Uma coisa é muito certa
Pra saber tem que morrer.

domingo, 9 de novembro de 2014

Concurso para UNCISAL




Hoje mesmo tem concurso
Pra professor da Uncisal
"Aquele" de quem estuda
E só faz se dar bem mal
Precisa-se de coragem
Força, fé e cara de pau.

Eu mesmo já fiz este
E foi muito ruim pra mim
Foi pra farmacologia
Um professor tão bom assim
Na época fiquei pensando:
"Onde será que fui ruim?"

Mas hoje estou satisfeito
Ele é um grande professor
Sendo isso que me conforta
Alivía meu dissabor.
Os alunos da instituição, 
Governo deste povão
Aprovam-no com louvor.

Agora eu, coitadinho,
Que pude mesmo fazer!
Se deixasse me tomar
Essa dor, faria morrer.
Com meus amigos descobri
Depois que muito bebi
Como é bom poder viver.

Esse povo de lá pensa
Faz de tudo e inventa
Agente é quem aguenta
Esta grande humilhação.
Mas a vida deu uma virada
Eu parei de dar mancada
Me dei uma transformada
Hoje me sinto campeão.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Aluno Bom versus Aluno Ruim




Ser estudante é muito bom 
Viver só para estudar
Sem dívida pra pagar 
Ter a vida como bombom
Como nota em semitom.
Às vezes até desentoa
Não é para qualquer pessoa
O professor não lhe afaga
Quando aperta ele se caga
Quando ele se solta, voa.

Que vida difícil essa
Tem nota pra todo lado
Tem que estudar um bocado 
Para aluno que conversa
Fazendo da aula uma festa
O professor não perdoa
Lição não parece broa
Em casa rever é uma chaga
Quando aperta ele se caga
Quando ele se solta, voa.

Na hora do vestibular
Quem estuda vai lá e passa
Sem recurso de trapassa
Para a vida começar
Sem nada lhe intimidar
Mas pra aquele que destoa
A vida será patroa
No trabalho ele naufraga
Quando aperta ele se caga
Quando ele se solta, voa.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Infarto no Cinema



Tive hoje um dia diferente
Quando estava no cinema
Com meus filhos e a esposa
Vivenciamos um problema
Ocorrendo com meu nome
Criando ali um dilema.

Várias luzes foram acesas
A cessão também parou
Gritavam meu nome forte
Notei que alguém falou:
- Timbó está passando mal.
Tem por aqui algum doutor?

Minha filha do meu lado
Perguntou bem assustada:
- Papai, você está mal?
Será que isso é uma piada?
O senhor está aqui pertinho
E não está sentindo nada.

Alguns conhecidos meus
Levantaram-se pra ajudar
Percebi que era algo sério
Comecei a me levantar.
Falei para a moça bem alto:
- Não precisam me buscar.

A moça estava nervosa
Que falou trocando tudo
Chamou como paciente
Aquele que estava mudo
Mas era outra pessoa que estava
Padecendo um quadro agudo.

Quem me conhecia, sentou
Sorrindo-se na cadeira
Me vendo ali de pé e bem
Parecendo brincadeira,
Mas eu que estava de pé e calmo
Sai dali foi na carreira.

Em outro local  dali perto,
Que parecia com um quarto,
Estava passando mal
Deitado como um lagarto
Um amigo de faculdade
Tendo sintomas de infarto.

Ao lado dele estava
Mandando na situação
Um rapaz que dizia: - É mole!
E ele: - É dor no coração.
Sem querer fui me metendo:
- Rapaz, qual sua formação?

O rapaz ficou com raiva
Querendo lhe socorrer
Mas sem ter o preparo certo
Nada poderia fazer
Nesta hora chegou a SAMU
Para tudo resolver.

Eu só fiz chegar lá perto
Para tentar resolver
A SAMU foi nos afastando
Para também socorrer
Eu fiquei foi muito triste
Já que o final não fui ver.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Estatística para quê?


Eu estava conversando
Com um amigo professor
Sobre um assunto espinhoso
Defendendo com ardor
O poder da estatística 
Como mistificador.

O pesquisador tem dados
Números pra analisar
Do projeto sai um artigo
Não tem nem como evitar
O valor que um dado tem
Até na hora de falar.

No momento de projeto
Faz-se o cálculo amostral
Para o aluno que estuda 
Conseguir tudo normal
Não consegue começar
Sem este número tal.

A coleta dos valores
É feita a qualquer momento
O aluno vai coletar
Pra poder dar seguimento
A uma hipótese criada
Dentro do seu pensamento.

Depois que tantos valores
Forem assim coletados
Fica aquela confusão
De números misturados
Com um estatístico bom
Ficam todos bem afinados.

O profissional letrado
Vai logo te perguntando:
- Quantas amostras você tem?
E vai logo começando
T de stundent, ANOVA
Teste de Tukey ajudando.

Os desfechos vão surgindo
Pra não vermos nulidade
O que o aluno quer mesmo
É ver a singularidade
Para que seus resultados
Lhe mostrem alguma verdade.

E depois de tudo pronto
O mundo precisa ver
De tudo que o aluno fez
Seus esforços conhecer
Publicando num periódico
Transmitindo seu saber.

Depois de esperar um tempo
Sai aquela publicação
Numa revista de impacto
Para comemoração
O leitor, pobre coitado
Lerá só sua conclusão.

Alguns são mais entendidos
Fazem algo esquisito
Lêem tudo menos seu método
Fazendo sempre este rito
Por causa da estatística
Que para ele é um grande mito.

Pelo visto esta estatística
Causa mesmo é um problema
Com seus números pra tudo
Tornando tudo um emblema:
Ler, ou não ler, a estatística
É para todos um dilema.

Ha! como seria tão bom 
Se não existisse ela
Se pudéssemos não ler
Ou jogar pela janela
Sabido é o pesquisador
Que não for precisar dela. 

E assim vamos vivendo
Esta grande confusão
O leitor finge que sabe
Repetindo a conclusão
A estatística, coitada!
Sempre na escuridão. 

sábado, 4 de outubro de 2014

Ao meu primeiro Seguidor - Professor Flávio Brito

[Imagem+005.jpg]


Estava eu num belo dia
Olhando meu material
Que produzi nos meus versos
Voraz como um chacal
Que tinha um seguidor
Bastante excepcional.

É pessoa que produz o bem
Professor assim como eu
Tornou-se um cara eclético
De tanto que ele leu
Não sei como foi gostar
Deste blog que é meu.

Gosta das coisas corretas
É professor de mão cheia 
Preza fazer tudo certo
Não cobiça coisa alheia
Vai passando seu saber
De forma própria e não feia.

Sendo uma pessoa de bem
Se afasta de fofoquinhas
Estudioso do saber
Pai de duas lindas filhinhas
É marido e pai exemplar
Detestando mentirinhas.

Percebe-se em seu caráter
Entre as virtudes humildade
Perseverança, alegria
Paz, justiça, caridade
Mansidão, sabedoria
E responsabilidade.

Tudo isso que falei
Em nada lhe engrandece
Porque vejo em você a luz
De Deus que lhe amadurece
Obrigado meu querido
Continue assim aguerrido

Este poeta é quem agradece.