quarta-feira, 20 de junho de 2018

O atraso e a morte - soneto

O ATRASO E A MORTE


O atraso retarda a chegada
é uma coisa que desagrada.
Seja um médico ou um advogado
no Brasil está consagrado.

Retardo no casamento...
No colégio, no parlamento...
Ocorre em qualquer situação 
com ou sem legislação.

A única que não demora, 
e que da vida é a senhora,
é o momento da outra vida.

Não há desculpa para morte 
para a vida ela é um norte
e um problema sem saída.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A morte - soneto


A MORTE


Ó morte que não morre, espera...
Cada pessoa imagina o dia
da partida desta para outra via
pensando a vida ser uma quimera.

Morte que vem sem escolher 
o momento e a hora adequados,
não dá chance para desfazer
o que estiver desorganizado. 

A tristeza da partida, quem a sente?
É aquele que te tem em sua mente
e te admira de coração.

Faz por ti lágrimas e oração,
faz dos teus dizeres semente,
e sente a ausência desesperadamente.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Sotaque - Whindersson Nunes



Cada sotaque é uma coisa
Estranha e particular
Uma forma diferente
Da pessoa se expressar
É marmota ou tangerina?
O bom é se comunicar.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

A REVOLTA DOS CAMINHONEIROS


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FABIANO TIMBÓ: 
O Brasil está numa crise
Que empobrece nossa cesta 
A moral está bem pra baixo 
A tristeza é gigantesca.
E o que o político faz?
Faz todo mundo de besta.

GERSON ODILON: 
E amanhã, que é sexta 
Pode ser bem diferente 
Pode essa greve parar 
Ou somar muito mais gente
Do jeito que a coisa ruma
Ou esse Brasil se apruma 
Ou afunda eternamente

FABIANO TIMBÓ: 
Afundado ele já está
Com Temer na contramão 
A propina que "não" é dele
Dando ordem sem direção 
O Brasil passando crise 
E o povo sem orientação.

GERSON ODILON: 
Quem conhece a direção 
É o herói caminhoneiro 
Num país desgovernado 
É ele quem faz primeiro
Encosta, estaciona e pára
Sem temer nenhuma vara
Ou político trambiqueiro

FABIANO TIMBÓ: 
Todo brasileiro diz:
" Eu estou com o caminhoneiro."
Só que o político aqui
Desrespeita o brasileiro.
Um povo que bem trabalha,
É feliz, honesto e ordeiro.

GERSON ODILON: 
Meu colega companheiro
Olhe bem que você diz
Sei que é honesto e ordeiro
Porém o povo não tá feilz
Pois grande crise enfrenta 
Com esse política nojenta
Que assola nosso país

FABIANO TIMBÓ: 
Felicidade foi embora 
Vamos comentar a nação 
Pedindo que volte as ruas 
Sem violência e agitação 
Basta repetir este gesto 
De quem vive o caminhão.

GERSON ODILON: 
É hora de pegar na mão 
Fazendo gesto de fé 
Com garra reivindicar 
O arroz, o feijão o café 
Seja a mulher o home
Se não corrigir a fome 
Não fica ninguém de pé

TIMBÓ: 
Vamos chamar o brasileiro 
Com esta estrondosa poesia 
Para que ele manifeste 
Com fé sem pancadaria 
Sem medo no coração 
E com força sem ironia.

GERSON ODILON: 
Padim Ciço já dizia:
"Temos que ter união"
Reivindicar como podemos
De carreta ou caminhão 
Sermos fortes e destemidos 
Competentes e unidos 
Pra defendermos a nação

FABIANO TIMBÓ: 
-Venha povo brasileiro 
É hora pra você falar 
Dizer o que você deseja 
Se levante, vá lutar 
Fale do seu pensamento 
O que for pra consertar.

GERSON ODILON: 
Caríssimo amigo Timbó 
É muito triste o que acontece
Uma casta brasileira
A cada instante enriquece
É tanto ilícito que faz
Faliram a nossa Petrobrás 
E a população falece

G ostei muito de escrever
E stes versos com o Timbó
R etratando este momento
S ofrido de fazer dó
O Brasil agora segue 
N um caminho melhor

O grupo rodoviário 
D este país varonil
I niciou o repúdio 
L utando pelo Brasil
O quê nos resta também
N os livrar deste ardil

P ovo amado brasileiro
E ste momento é sutil 
R ejeitem o casuismo
E xiba o lado bravio
I insista em lutar... vencer...
R ogar a Deus e receber
A Vitória do Brasil

FABIANO TIMBÓ: 
Força povo que batalha
Aonde quer que você esteja
Brasil é grande e suficiente 
Intenso a quem o deseja 
A força do Salvador 
Neste momento de horror 
Oração só não é peleja.

Tenha voz para lutar 
Ilumine seu pensar 
Mude agora sua atitude
Busque em nós solicitude 
Olhe, pense e vem ganhar.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Lula es´ta preso mesmo?


Uma coisa bem difícil 
Que nos deixa insatisfeito 
É não conhecer de nada
Que está dentro do Direito 
Principalmente a justiça 
Que diz não fazer injustiça 
Para o que já estiver feito.

Julga-se primeiro o mérito
Para saber se há conceito 
Antes de imputar sentença
Ao causador do defeito
Àquele que for de bem 
Ou àquele que o bem retém 
Para o que já estiver feito.

Depois a vida do paciente 
Para não lhe causar dano 
Tudo bem visto e esmiuçado 
Pra que não seja tirano 
Daí se segue doravante 
De uma forma bem vibrante 
Para ao mal não passar pano.

Ao emérito magistrado 
Cabe a função de julgar 
O problema como um todo 
E a sentença divulgar.
Sem ele não faz sentido 
Como músico sem ouvido 
Ou cérebro sem pensar.

O promotor ataca sempre
O paciente sem ter pena 
A verdade que lhe cabe 
É acusar sem ter dilema 
Retratando todos os fatos
Qualquer que seja o artefato
Sendo a verdade seu tema.

O advogado almocreve 
Parece até um estilista
Faz das tripas coração 
Até a causa trabalhista 
Criando sempre alguma tese 
A quem a sociedade deve 
Como um verdadeiro artista.

Ao cliente que gerou o pleito 
Somente cabe esperar 
Torcer para prescrever 
Ou jurisprudência criar
Deve se afastar dos seus 
Se aproximar do seu Deus
E a todo mundo pagar. 

terça-feira, 1 de maio de 2018

Lula - Preso!

A notícia que é bombástica
É de deixar qualquer um teso
Preocupado, pensativo
Chocado, triste e surpreso
Quem poderia imaginar
Até mesmo acreditar
Lula, o presidente, preso.

O povo petista briga
Para qualquer situação
Mas Lula acalmou seu povo
Naquele dia da prisão
Isso também foi surpresa
E tamanha foi a lerdesa
Dos comunistas sem ação.

Se você idolatra Lula
Assuma agora este pleito
Saia da sua comodidade
Se torne um novo sujeito
Faça uma passeata unida
De esperança veja a vida
Solte Lula a qualquer jeito.

Fique de pé, passe dias
Da situação seja envolto
Peça para que seu Deus
Não deixe Lula no couto
A justiça se fará
E você fique por lá

Até que ele seja solto.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Pré-eleições 2018 - PARTE III


O discurso "força bruta"
Vai ser duro e terá espaço 
Bolsonaro é o nome dele
Faz rir, parece palhaço
Mas a revolta da pessoa
Na palavra dele, ecoa 
Pode fazer estardalhaço.

O discurso da impaciência 
Na eleição terá seu nome
Palavras de Ciro Gomes 
Agressor de quem o consome 
Nunca se ouviu divulgar
A quem ele pode agradar 
Ou de alguém que tirou a fome.

Outro é o Geraldo Alquimim 
Profissional anestesista 
Nem quando o filho morreu
Se mostrou um pessimista 
Fala sempre de vagar 
Como fosse anestesiar 
Semelhante a um vigarista.

O escariotes Michel Temer 
Também quer ser candidato 
Grampeado na gravação 
Sorriu pra escapar do fato
Fez das tripas coração 
Pra escapar de delação 
E não cair na lava-jato.

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A voz de Marina Silva 
Se relaciona ao que é nobre
Fala manso e de vagar 
Deve nada a quem lhe cobre 
Foi ministra da nação 
Mora em palácio ou mansão 
Diz que sabe o que é ser pobre.

O novo Henrique Meireles 
Deseja ver o capital 
Seu trabalho já foi bom
Dentro do banco central
Tá ruim para presidente 
Falta-lhe o que nos convence 
Só se inventar um plano real.

Ninguém conhece o boa gente
Chamado Rodrigo Maia
Da malandragem carioca 
Aprendeu a fazer tocaia 
Está sempre sorridente 
Por tudo que fez pra gente 
Merece uma grande vaia.

Quem desistiu sem dever 
Em nada era fanfarrão 
O charmoso Luciano Huck
Que conquistou esta nação 
Explorando o sentimento 
Que o povo sente por dentro 
Demonstrado na emoção.

Nesta eleição haverá 
O voto que será manco 
Como se o povo estivesse
Numa praça, só e num banco
Tentando ainda dar valor 
A quem não mantém pudor
Votando na tecla branco.

Um voto que vai ser forte 
É aquele do manifesto 
Que mostra a insatisfação 
E para nada eu o contesto 
Será aquele voto nulo 
Dizendo: "- Saiam do seu casulo
Porque aqui está meu protesto."

Não se vê outros candidatos  
Capazes de competir 
Com estas personalidades 
Que gostem de discutir 
Agora é entregar pra Deus 
Que cuide dos filhos seus 
E crer no que está por vir.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Pré-eleições 2018 - Parte II


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Atibaia, triplex, dinheiro 
O povo ficou sabendo 
Um politico com mala
Foi filmado por aí correndo 
Presidente foi gravado 
No momento do aliciado 
Mas nada ficou valendo.

Não falo aqui do partido 
Somente do candidato 
Existe gente que é honesta 
No meio de quem tem tato 
Misturado com quem é ruim
Discutindo com arlequim 
Vive fora do compasso.

Na corrida a presidência 
Lula não teria rival
O povo o idolatra agora 
Seria vitória sem igual
Para lei teve pendência 
Conferindo inconsistência 
Deixando assim de ser o tal.

Ainda brinca com a justiça 
Dizendo-se que é inocente 
Que vai ser preso político 
Mas ninguém sabe se mente
O bom mesmo é contratar 
Advogado a falar 
Pra ver se ele se convence.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Pré-eleições 2018 - PARTE I


Um tópico bem interessante, 
Ao mesmo tempo espinhoso, 
É falar na votação  
Para um povo vigoroso 
Com espírito varonil
Que defende seu Brasil 
E tem caráter amistoso.

Estava um pouco nervoso 
Agonia no coração 
Estressado com o Brasil 
Pensamento na nação 
Há muito rico sonhando 
Que diz ser um pobre falando
Dessa nossa situação.

Roubo pra cá, guerra lá...
Como se fosse valer.
Nem o supremo tribunal 
Consigo reconhecer!
A solução é pensar bem 
Saber agora para quem 
Meu voto poderá ter.


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Quem serão estes candidatos 
Para nossa conferência
Citados na lava-jato 
Não podem na presidência 
O Brasil vive sem rumo 
Precisa encontrar seu prumo 
Vencer pela persistência.

O Brasil já foi pras ruas
Fez carta e abaixo assinado 
Fez barulho, quebrou tudo 
Por políticos foi vaiado
Fez panelaço em discurso 
Bradou como se fosse um urso
Ficou desmoralizado.