terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Cordel Tecnologia - Profecia de Stephen Howking



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Vejam só que maravilha 
Quem usa tecnologia 
Tudo fica bem mais fácil 
Como na era da magia 
Presente todo momento 
Facilita seu dia a dia.

A televisão possuía 
Canais para se alegrar 
Quando o programa era ruim 
Precisava levantar 
Hoje sem haver nenhum esforço 
Do sofá pode mudar.

A primeira c p u
Não cabia numa mala 
Uma máquina gigante 
Que ocupava toda sala
Fazia cálculos avançados  
E possuia tela sem fala.

O computador depois
Foi mudando seu tamanho 
Diminuiu, foi se encolhendo 
Usar no local de banho 
Permite conhecer o mundo 
Quem não usa ficará estranho.

As mensagens voavam em pombos 
Carregando a novidade 
Depois trotavam em cavalos
Tendo mais velocidade 
O telégrafo mudou 
E o email, trouxe o milagre.

O telefone chegou 
Para falar em simultânea 
Depois também o celular 
Para a mensagem instantânea
Acoplou ao computador 
Ganhou o mundo em coletânea.

O transporte era charrete 
No momento futurista 
Veio carro com manivela 
Que foi revolucionista 
Depois o carro com motor
Caminhão sem motorista.

A montagem de aparelhos 
Teve modificação 
Antes era peça por peça 
Trabalhando com as duas mãos.
Hoje a máquina faz tudo
Na linha de produção.

Máquinas feitas para voar
Era um assunto inusitado 
Aparece Santos Dumont 
Demonstrando o mundo alado
Já existe neste planeta 
O avião não tripulado.

Criança já brincou com tudo
Acompanhada de "Danone" 
Quando sai basta pedir 
Que seu papai lhe diz: - Tome!
Abrindo a caixa ela vê 
Aquele chamado drone.

No início da humanidade 
O homem vivia de partida 
Buscando se alimentar 
Para ter uma vida nutrida
No momento é corriqueiro 
Máquina aprontar comida.

O computador não faz
Um ser humano já pensante 
Porque a máquina repete 
De uma forma interessante 
Mas esta tecnologia 
Torna o saber mais intrigante.

No passado o professor 
Era deveras importante 
Preparava a exposição 
Demonstrando o relevante.
Os cursos em computador 
Tornaram este um visitante.

Um congresso era difícil 
Pela distância que havia 
Discutir fora de casa
Alguns casos resolvia.
Hoje usando o telefone  
Vê - se o mundo com euforia.

No mundo modernizado 
Computador dá prazer
O ócio serve para nada
Internet pra o saber 
Imagine no futuro
O que restará a fazer?

Restará pra humanidade 
Se afastar da sepultura 
Correr longe do passado 
Onde a vida era mais dura
Tentar viver seus momentos 
Produzir nova cultura.

Outras possibilidades
Que o computador não faz
É tornar viável uma vida
Para uma célula ou até mais
Ter filhos, cuidar de cães 
Plantações monumentais.

Resta o trabalho manual
Dar cuidado a quem nascer 
Proteger da luz solar
Tomar cuidado ao adoecer 
Quando chegar ao fim da vida
Se entregar para morrer.

A tecnologia existe
Para ao homem facilitar. 
Faz comida, diversão 
Material para estudar.
Há curso sem professor 
Sem um fim para trabalhar.

Com a física veio a solução 
Olhando o céu com a luneta 
Vendo os mapas planetários 
As distâncias com a caneta.
A humanidade precisa
Descobrir novo planeta.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Vinho e Queijo

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O seu encontro ficará 
Repleto de animação 
Se conversar com seus amigos 
Em confraternização 
Deixando o tempo passar 
Podendo experimentar 
Um bom queijo, vinho e o pão.

Queijo mole para mesa
Precisa muito cuidado
Combina com vinho branco 
Para o encontro ser adoçado
Se aparecer o queijo duro
Não se atrapalhe no escuro 
Com tinto fica arrumado.

Se queijo tivesse cor
Com receita de algo morto 
Poderia ser da cor azul 
Para harmonizar com o Porto
É combinação gostosa 
E também muito famosa
Aprovada com conforto.

Queijo de cabra não é forte
Fraco também não parece
A uva sauvignon blanc
Seu gosto lhe favorece.
Esta combinação é boa
Não fique comendo broa
Anote, se não enlouquece.

Se por acaso tiver dúvida 
Quando adentrar num recinto,
Observe todos os queijos
Mas não seja ali sucinto.
Não faça reclamação 
Nem vá criando confusão
Deve evitar o vinho tinto.

Num encontro de queijo e vinho 
Quatro coisas deve ter
Água, fruta, alguns frios e pães
Para o sabor enaltecer 
Combinam com tinto e branco 
Não deixam seu gosto manco 
Experimente e faça crer.


Uma coisa que não é certa 
É impor regras para o vinho 
Combinando com comida 
Que não ajuda no caminho 
Melhor que aprender no tranco
É queijo com vinho branco,
Boa companhia e carinho.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O Atraso - Soneto


Amantes do que é fantástico
Não quero a você iludir
Não abandonarei o bom cordel
Nunca pensei em desistir
É que me veio inspiração
Para esta nova criação
Aqui deixei escapulir.

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O atraso do brasileiro
já é coisa consagrada
do Oiapoque ao Juazeiro
todos vivem nessa balada.

Quando se diz "vou pensar!"
talvez possa se confiar,
mas quando se diz "farei tudo para ir."
é a certeza para sumir.

A atitude é cultural
já nasce lá no berço 
não precisa tutorial.

Se você fizer oração 
ou mesmo tentar um terço...
Não trará resolução.


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

A morte - Soneto

Dedico este soneto a Mário Quintana.

Ó morte que não morre, espera...
Cada pessoa imagina o dia
Da partida desta para outra via
Pensando a vida ser uma quimera.

Morte que vem sem escolher 
O momento e a hora adequados,
Não dá chance para desfazer
O que na vida está desorganizado. 

A tristeza da partida, quem a sente?
É aquele que te tem em sua mente
E te admira do coração.

Faz por ti lágrimas e oração 
Faz dos teus dizeres semente,
E sente s ausência desesperadamente.

domingo, 24 de dezembro de 2017

A morte é que está morta - Mário Quintana

De Mário Quintana para José Régio

A morte é que está morta.
Ela é aquela Princesa Adormecida
no seu claro jazido de cristal.
Aquela a quem, um dia - enfim - despertarás ...

E o que esperava ser teu suspira final
é o teu primeiro beijo nupcial.

- Mas como é que eu te receava tanto
(no se encantamento lhe dirás)
e como podes ser assim - tão bela?!
Nas tantas busca, em que me perdi, 
vejo que cada amor tinha um pouco de ti...

E ela, sorrindo, compassiva e calma:

- E tu, por que é que me chamavas Morte?
Eu sou, apenas, tua Alma ... 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O morto - Mário Quintana

Eu estava dormindo e me acordaram 
E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
E quando eu começava a compreendê-lo
Um pouco,
Já eram horas de dormir de novo!

A maturidade para todos - Gerson Odilon e Fabiano Timbó - Parte II



Gerson Odilon 

A velhice é uma história 
Que conto pela metade
Já vivi minha juventude
E chego a maturidade 
Sem medos ou desenganos 
Vibrando todos os anos
Ao completar nova idade.

Certeza todos nós temos
Da uma visita traiçoeira 
Da morte que leva a gente 
Isso não é brincadeira
Digo com sinceridade 
'Pra morte não tem idade'
A assertiva é verdadeira.

Por isso se recomenda
Todos os dias aproveitar 
Se há um dia pra sorrir
Há outro para chorar
Se sorrindo ou chorando 
Assim nós vamos levando
É melhor não reclamar.

Bela é que é a vida
Importante é ser feliz
O quê passou já passou 
É assim que o povo diz
Agradeço os dias meus
Sendo um projeto de Deus
Sou do jeito q'Ele quiz.

Aos jovens recomendamos 
Uma espécie de segredo
Ame a vida, tenha sonhos, 
De lutar, não tenha medo
Insistir, conquistar, crescer
O melhor é feliz envelhecer
Do que triste morrer cedo.

Fabiano Timbó 

Outro segredo importante 
É buscar a felicidade 
Com parcimônia, alegria 
Temperança, honestidade 
Para os problemas ter calma
A fé como alimento a alma 
Perseguindo a caridade.

O belo é solver os problemas 
Nestes casos buscar Deus 
Ter saúde para o trabalho 
Comida para dar aos seus 
Aos filhos exemplificar 
Mostrar tudo e demonstrar 
O fogo de Prometeu.

Reclamar nunca resolve 
Quando há mudança de rota 
Desistir será o fracasso 
Perante qualquer derrota 
Viver sorrindo ou chorando 
Mas nunca se reclamando
Resolver te dará a cota.

E quem pensa que viveu
Tome ai muito cuidado
Idade não põe respeito 
À morte com seu cajado 
Bebê, criança, adolescente 
Ou velho remanescente 
Uma hora será lembrado.

A velhice é para o pronto
Eu quero mesmo é ter idade 
Quem já teve juventude
Quer chegar a maturidade 
Tendo medos ou desenganos 
Acumulados todos os anos
Ao contemplar nova idade.