Alguns chamam o professor
De uma linda profissão
Como se fosse algo fácil
Ou mesmo uma obrigação.
Este ser já nasce assim
Com a força de querubim
Carregando esta missão.
...
Missão árdua e complicada
Que em nada é enfadonha
Consigo trás uma vergonha,
De ter um salário imoral
Apostando no futuro
Trabalhando muito duro
Como o professor sem igual.
...
Infernal é um presidente
Prefeito e governador
Que pagam quase nada
A este eterno sofredor
Que no trabalho transforma
E um ser humano se torna
Num grande trabalhador.
...
Educador nunca foi
Este trabalho é dos pais
Que delegam ao professor
Seus filhinhos naturais
Para ter conhecimento
Como se fosse um alimento
Criando fulanos de tais.
...
Veja outros cordéis em:
www.tudodocordel.blogspot.com.br
"Sôdade dentro do peito é qual fogo de monturo, pru fora tudo prefeito, pru dentro fazendo furo." (Patativa do Assaré)
terça-feira, 7 de abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
domingo, 22 de março de 2015
Impitimam - Impeachment
Fiquei pensando comigo
Se na realidade é ruim
E fico pedindo a Deus
Que um dia isso tenha fim
O Brasil deve mudar
E deixar de ser assim.
sábado, 14 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
O PT e a Guerra da Água no Brasil

Sempre sofre o nordestino
Com o problema do alimento
Passando necessidade
Vivendo no sofrimento
Deste sertão que não tem
Comida, chuva nem vento.
O jeito, quem há de mudar
Neste sertão do nordeste!
Que nunca mudou este tempo
Vivendo o cabra da peste
Que o único jeito que dá
É se mudar pro sudeste.
E vai sem temer o que vir
Com Deus no seu coração
Enfrentando toda sorte
Com tudo no matulão
Lutar por uma vida nova
Longe do amado sertão.
Quando ele chega ao destino
É que vem se aperceber
Que existe um presidente
Com um tal PT no poder
Promete resolver tudo
Sem nada precisar ter.
E para a falta de chuva
O PT a tudo escuta
Promete nunca faltar água
Sem precisar de disputa
Porque com ele ninguém pode
Que por todos ele labuta.
Não se importasse com o tempo
Que pudesse demorar
O PT tira dos ricos
Sem nada pra ele ficar
Distribuindo para os pobres
Até o sertão virar o mar.
Só que os anos se passando
Nunca chove no nordeste
O PT nunca mudou
A promessa virou agreste.
Agora é que não tem mais água
Nem mesmo lá no sudeste.
Então sofre todo mundo
E o povo nem sequer, berra
Sem água vem o apagão de luz
Que escurece toda Terra
Será que até para ter água
Será necessária a guerra?
É preciso solução
Para o PT transformar
O sofrimento do povo
E a chuva fazer voltar
Mas como se dará isso
Sem a natureza ajudar?
PT faz a licitação
Para os problemas totais
E assim convocar forças
Chamar por seus desiguais
Esperando virem todos
Até os sobrenaturais.
Da Terra todos aparecem
Desde o católico aos ateus
Empreiteiros e comerciais
Dinheiro vindo dos seus
Porém foi notado algo
Faltou a presença de Deus.
Satanás também não veio
Diz já conhecer o PT
Que era melhor ficar longe
Onde não os pudesse ver
Assim sentiria mais paz
De quem só faz prometer.
Sem ter Deus naquele meio
Não surgiu resolução
Porque não adiantaria
Trazer alguma solução.
Sem Deus como ficaria
Propaganda da eleição?
E sem o mal por ali presente
Que artimanha usaria?
Teriam eles que trabalhar
E mostrar a benfeitoria?
E depois de tudo pronto
Para onde o dinheiro iria?
E agora como vão fazer
Essa tão grande titica?
Uma nuvem quando chove
Com nada se multiplica
E assim pode - se dizer
Sem solução o povo fica.
Agora vai se cumprir
A profecia do Assaré
Que um dia disse para todos
Uma profissão de fé:
"Retornará pro nordeste
Quem partiu para o sudeste
Caminhando com seu pé."
...
Veja outros cordéis em:
www.tudodocordel.blogspot.com.br
segunda-feira, 2 de março de 2015
Manga Rosa, Eu e Minha Morte
Certa vez ouvi de
um colega
Uma lição sobre a vida
Alertando - me ao futuro
Que haverá sempre a partida
Seja lá que forma for
Com uma passagem só de ida.
Uma lição sobre a vida
Alertando - me ao futuro
Que haverá sempre a partida
Seja lá que forma for
Com uma passagem só de ida.
Ele me chamou ao
seu lado
E foi me dizendo assim:
- Hoje, você é muito jovem
Com rosto de querubim
Mas a vida vai se seguindo
Até que chegará a seu fim.
- Um professor do passado
Num momento me falou
Que ele estava bem doente
Quando jovem não pensou
Que um dia haveria de morrer
E a palavra em mim ficou.
- Eu nunca fiz reflexão
Porque jovem não esmorece
Naquele tempo foi com ele
Mas a idade sempre acontece
Até que o momento veio
Uma doença em mim padece.
- Agora eu digo a você
Que está jovem e nada tem
Um dia tu ficarás velho
A doença também lhe vem
A idade é uma das certezas
Que nunca poupou ninguém.
- Vivi todos os meus minutos
Conforme meu id queria
Nos momentos de trabalho
Uns segundos de alegria
Tentando nisso pensar
Pra ganhar sabedoria.
Fui a casa para pensar
Neste meu ensinamento
Que a vida proporcionou
Para o meu esclarecimento
Prometi divulgar a todos
Este lindo pensamento.
Depois que passou meu tempo
Chegou também a minha vez
O que ocorreu com o professor
Não será uma insensatez
O que aconteceu para eles
Também chegará a vocês.
E foi me dizendo assim:
- Hoje, você é muito jovem
Com rosto de querubim
Mas a vida vai se seguindo
Até que chegará a seu fim.
- Um professor do passado
Num momento me falou
Que ele estava bem doente
Quando jovem não pensou
Que um dia haveria de morrer
E a palavra em mim ficou.
- Eu nunca fiz reflexão
Porque jovem não esmorece
Naquele tempo foi com ele
Mas a idade sempre acontece
Até que o momento veio
Uma doença em mim padece.
- Agora eu digo a você
Que está jovem e nada tem
Um dia tu ficarás velho
A doença também lhe vem
A idade é uma das certezas
Que nunca poupou ninguém.
- Vivi todos os meus minutos
Conforme meu id queria
Nos momentos de trabalho
Uns segundos de alegria
Tentando nisso pensar
Pra ganhar sabedoria.
Fui a casa para pensar
Neste meu ensinamento
Que a vida proporcionou
Para o meu esclarecimento
Prometi divulgar a todos
Este lindo pensamento.
Depois que passou meu tempo
Chegou também a minha vez
O que ocorreu com o professor
Não será uma insensatez
O que aconteceu para eles
Também chegará a vocês.
Me senti na obrigação,
Antes da hora tenebrosa,
De passar esta lição
De forma não misteriosa
Que dedico com respeito
Ao professor Manga Rosa.
Que em algum momento da vida
Parou tudo pra dizer
Mas que a minha juventude
Não me deixou compreender
E agora passo pra todos
Nesta forma de aprender.
Precisamos morrer de algo
Não podemos ser semente
A vida vai seguir o curso
Renovando toda gente
Tenha fé em alguma coisa
E tenha paz na sua mente.
Antes da hora tenebrosa,
De passar esta lição
De forma não misteriosa
Que dedico com respeito
Ao professor Manga Rosa.
Que em algum momento da vida
Parou tudo pra dizer
Mas que a minha juventude
Não me deixou compreender
E agora passo pra todos
Nesta forma de aprender.
Precisamos morrer de algo
Não podemos ser semente
A vida vai seguir o curso
Renovando toda gente
Tenha fé em alguma coisa
E tenha paz na sua mente.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A estória dos mitos nórdicos
Fala de um ser do mal
Conhecido como Lóqui
Que tem rosto angelical
Pensamentos de rancor
Com um desejo fatal.
Ele faz coisas bem ruins
Não se sabendo o porquê
É preciso ver sua estória
Para entender de quê
Foi feito seu coração
Mesmo sem agente querer.
Ele cresceu ouvindo Odin
Lhe prometer ser um rei
Só que existia outro seu filho
Que pela vigente lei
Por ser mais velho alguns anos
Não podia ser vice-rei.
Quando a vida mostrou sua hora
No pega para capar
Odin não teve escolha
Fazendo-o se transformar
No próprio mal verdadeiro
Para todos infernizar.
Odin disse com franqueza:
- Um dilema é escolher
Entre dois filhos queridos
Não sei como justo ser.
Meu filho que veio primeiro
A coroa merece ter.

Agora imaginem todos
Quando tudo lhes oferecem
Casas, ouro, fazenda, tudo
No final desaparecem
Com que cara você fica?
Nos pensamentos, enlouquece?
E o mal será sua sina
Com pensamentos sem volta
Achando que faz o correto
No coração, só a revolta
Despedindo-se do bem
Que vá embora sem escolta.
A pessoa pratica o mal
Tendo uma vida sem freios
A vida sempre mostrando
Quem é direito sem rodeios
O grande erro é pensar que
Os fins justificam os meios.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
A SOGRA ENGANANDO O DIABO - Leandro Gomes de Barros - II
PARTE II

Gritou o cão no terreiro:
— Aqui não posso passar!
Venha me dar minha carta,
Quero pro inferno voltar!
Disse a velha que não dava,
Mas ele continuava
A rinchar como uma besta.
— Pois fecha os olhos! ela diz.
Ele fechou e, com giz,
Fez-lhe outra cruz bem na testa!
Aí entregou-lhe a carta
E o demo pôs-se na estrada,
Dizendo com seus botões:
— Não quero mais caçoada
Com velha que seja sogra,
Porque ela sempre nos logra!
Foi, assim, a murmurar.
Quando no inferno chegou,
O maioral lhe gritou:
— Aqui não podes entrar!
— Então, já não me conhece?
Perguntou ao maioral.
— Conheço, porém, aqui
Não entras com tal sinal:
Estás com uma cruz na testa!
Disse ele: — Que história é esta?
Que é que estás aí dizendo?
Mirou-se dum espelho à luz:
Quando distinguiu a cruz,
Saiu danado, correndo!
E, na carreira em que ia,
Precipitou-se no abismo,
Perdeu o ser diabólico,
Virou-se no caiporismo,
Pela terra se espalhou,
Em todo lugar se achou,
Ao caipora encaiporando,
Embaraçando seus passos
E com traiçoeiros laços
As sogras auxiliando…
Deste fato as testemunhas
Já disse todas quais são.
Agora, quer o senhor
Saber se é exato ou não?
Invoque no espiritismo
Ou pergunte ao caiporismo,
Este que sempre nos logra,
Se sua origem não veio
Do diabo imundo e feio
E do quengo duma sogra!

Gritou o cão no terreiro:
— Aqui não posso passar!
Venha me dar minha carta,
Quero pro inferno voltar!
Disse a velha que não dava,
Mas ele continuava
A rinchar como uma besta.
— Pois fecha os olhos! ela diz.
Ele fechou e, com giz,
Fez-lhe outra cruz bem na testa!
Aí entregou-lhe a carta
E o demo pôs-se na estrada,
Dizendo com seus botões:
— Não quero mais caçoada
Com velha que seja sogra,
Porque ela sempre nos logra!
Foi, assim, a murmurar.
Quando no inferno chegou,
O maioral lhe gritou:
— Aqui não podes entrar!
— Então, já não me conhece?
Perguntou ao maioral.
— Conheço, porém, aqui
Não entras com tal sinal:
Estás com uma cruz na testa!
Disse ele: — Que história é esta?
Que é que estás aí dizendo?
Mirou-se dum espelho à luz:
Quando distinguiu a cruz,
Saiu danado, correndo!
E, na carreira em que ia,
Precipitou-se no abismo,
Perdeu o ser diabólico,
Virou-se no caiporismo,
Pela terra se espalhou,
Em todo lugar se achou,
Ao caipora encaiporando,
Embaraçando seus passos
E com traiçoeiros laços
As sogras auxiliando…
Deste fato as testemunhas
Já disse todas quais são.
Agora, quer o senhor
Saber se é exato ou não?
Invoque no espiritismo
Ou pergunte ao caiporismo,
Este que sempre nos logra,
Se sua origem não veio
Do diabo imundo e feio
E do quengo duma sogra!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
A SOGRA ENGANANDO O DIABO - Leandro Gomes de Barros - I

Dizem, não sei se é ditado,
Que ao diabo ninguém logra;
Porém vou contar o caso
Que se deu com minha sogra.
As testemunhas são eu,
Meu sogro, que já morreu,
E a velha, que é falecida.
Esse caso foi passado
Na rua do Pé Quebrado
Da vila Corpo Sem Vida.
Chamava-se Quebra-Quengo
A mãe de minha mulher,
Que se chamava Aluada
Da Silva Quebra-Colher,
Filha do Zé Cabeludo.
Irmã de Vítor Cascudo
E de Marcelino Brabo,
Pai de Corisco Estupor;
Mas ouça agora o senhor
Que fez a velha ao diabo.
Minha sogra era uma velha
Bem carola e rezadeira,
Tinha seu quengo lixado,
Era audaz e feiticeira;
Para ela tudo era tolo,
Porque ela dava bolo
No tipo mais estradeiro.
Era assim o seu serviço:
Ela virava o feitiço
Por cima do feiticeiro!
Disse o demo: — Quebra-Quengo,
Qual é a tua virtude?
Dizem que és azucrinada
E que a ti ninguém ilude?
Disse a velha: — Inda mais esta!
Você parece que é besta!
Que tem você c’o que faço?
Disse ele: — Tudo desmancho,
Nem Santo Antônio com gancho
Te livra hoje do meu laço!
Ela indagou: — Quem és tu?
Respondeu: — Sou o demônio,
Nem me espanto com milagre,
Nem com reza a Santo Antônio!
Pretendo entrar no teu couro!
E nisto ouviu-se um estouro!
Gritou a velha: — Jesus!
Ligeira se ajoelhou
E, depois, se persignou
E rezou o Credo em cruz!
Nisto, o diabo fugiu.
E, quando a velha se ergueu,
Ele chegou de mansinho,
Dizendo logo: — Sou eu!
Agora sou teu amigo
Quero andar junto contigo,
Mostrar-te que sou fiel.
Minha carta, queres ver?
A velha pediu pra ler
E apossou-se do papel.
— Dê-me isto! grita o diabo,
Em tom de quem sofre agravo.
Diz a velha: — Não dou mais!
Tu, agora, és o meu escravo!
Disse o diabo: — Danada!
Meteu-me numa quengada!
Sou agora escravo dela!
E disse com humildade:
— Dê-me a minha liberdade,
Que esticarei a canela!
Disse a velha: — Pé de pato,
Farás o que te mandar?
Respondeu: — Pois sim, senhora,
Pode me determinar,
Porque estou no seu cabresto
Carregarei água em cesto,
Transformarei terra em massa,
Que para isso tenho estudo;
Afinal, eu farei tudo
Que a senhora disser — faça!
Disse a velha: — Vá na igreja,
Traga a imagem de Jesus.
Respondeu: — Posso trazê-la,
Mas ela vem sem a cruz,
Porque desta tenho medo!
Disse a velha: — Volte cedo!
Ele seguiu a viagem
E ao sacristão iludiu:
Uma estampa lhe pediu
Que só tivesse uma imagem.
A velha, então, conheceu
Do cão o quengo moderno,
E, receando que um dia
A levasse para o inferno,
Para algum canto o mandou
E em sua ausência traçou
Com giz uma cruz na porta.
Voltou o cão sem demora,
Viu a cruz, ficou de fora,
Gritando com a cara torta.
Assinar:
Postagens (Atom)