De Mário Quintana para José Régio
A morte é que está morta.
Ela é aquela Princesa Adormecida
no seu claro jazido de cristal.
Aquela a quem, um dia - enfim - despertarás ...
E o que esperava ser teu suspira final
é o teu primeiro beijo nupcial.
- Mas como é que eu te receava tanto
(no se encantamento lhe dirás)
e como podes ser assim - tão bela?!
Nas tantas busca, em que me perdi,
vejo que cada amor tinha um pouco de ti...
E ela, sorrindo, compassiva e calma:
- E tu, por que é que me chamavas Morte?
Eu sou, apenas, tua Alma ...
"Sôdade dentro do peito é qual fogo de monturo, pru fora tudo prefeito, pru dentro fazendo furo." (Patativa do Assaré)
domingo, 24 de dezembro de 2017
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
O morto - Mário Quintana
Eu estava dormindo e me acordaram
E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
E quando eu começava a compreendê-lo
Um pouco,
Já eram horas de dormir de novo!
E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
E quando eu começava a compreendê-lo
Um pouco,
Já eram horas de dormir de novo!
A maturidade para todos - Gerson Odilon e Fabiano Timbó - Parte II
Gerson Odilon
A velhice é uma história
Que conto pela metade
Já vivi minha juventude
E chego a maturidade
Sem medos ou desenganos
Vibrando todos os anos
Ao completar nova idade.
Certeza todos nós temos
Da uma visita traiçoeira
Da morte que leva a gente
Isso não é brincadeira
Digo com sinceridade
'Pra morte não tem idade'
A assertiva é verdadeira.
Por isso se recomenda
Todos os dias aproveitar
Se há um dia pra sorrir
Há outro para chorar
Se sorrindo ou chorando
Assim nós vamos levando
É melhor não reclamar.
Bela é que é a vida
Importante é ser feliz
O quê passou já passou
É assim que o povo diz
Agradeço os dias meus
Sendo um projeto de Deus
Sou do jeito q'Ele quiz.
Aos jovens recomendamos
Uma espécie de segredo
Ame a vida, tenha sonhos,
De lutar, não tenha medo
Insistir, conquistar, crescer
O melhor é feliz envelhecer
Do que triste morrer cedo.
Fabiano Timbó
Outro segredo importante
É buscar a felicidade
Com parcimônia, alegria
Temperança, honestidade
Para os problemas ter calma
A fé como alimento a alma
Perseguindo a caridade.
O belo é solver os problemas
Nestes casos buscar Deus
Ter saúde para o trabalho
Comida para dar aos seus
Aos filhos exemplificar
Mostrar tudo e demonstrar
O fogo de Prometeu.
Reclamar nunca resolve
Quando há mudança de rota
Desistir será o fracasso
Perante qualquer derrota
Viver sorrindo ou chorando
Mas nunca se reclamando
Resolver te dará a cota.
E quem pensa que viveu
Tome ai muito cuidado
Idade não põe respeito
À morte com seu cajado
Bebê, criança, adolescente
Ou velho remanescente
Uma hora será lembrado.
A velhice é para o pronto
Eu quero mesmo é ter idade
Quem já teve juventude
Quer chegar a maturidade
Tendo medos ou desenganos
Acumulados todos os anos
Ao contemplar nova idade.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
A maturidade para todos - Gerson Odilon e Fabiano Timbó - Parte I

Professor Gerson Odilon (GO)

Fabiano Timbó (FT)
FT - Falar de jovem e do idoso
É tarefa bem estressante
O jovem de tudo ri
Todo idoso é reclamante
Mas são momentos da vida
Antes da nossa partida
Que tornam o ser interessante.
GO - É muito impressionante
Como o idoso é preterido
É desprezado, rejeitado
Afastado e esquecido
O jovem não tem idéia
De como é bom ser platéia
De um idoso extrovertido.
Sendo ele um marido
É muito rico de amores
Abre a porta para a esposa
A beija e lhe dá flores
É gentil e amoroso
Ser esposa de um idoso
É viver ester primores.
Os jovens são sabedores
Que a velhice é um dom
Jovem não quer morrer cedo
Envelhecer é que é bom
Como diz no evangelho
A sabedoria vem do velho
Como a cidade de Hebrom.
FT - Às vezes fico pensando
Se a belezf está no jovem
E de que adianta ser belo
Se para tudo eles fogem!
A maturidade é o tempo
Do saber será fermento
Com o velho eles se socorrem.
E de que adianta ser idoso
Se não souber da conselho
Para isso deve pensar
Quando se olhar no seu espelho
Lembrar-se do seu passado
Para nele ser inspirado
Ver como foi bom vivê-lo.
GO - Nunca há falta num idoso
O amor em seu coração
A sabedoria para escolha
No momento da decisão
Emntre o errado e o certo
O molhado e o deserto
Tristeza ou celebração.
FT - O jovem possui sua força
A alegria lhe recompensa
O idoso tem tudo antigo
O corpo cheio de doença
As juntas todas lhe doem
Os tremores lhe destroem
Ter só a mente não compensa.
GO - Idoso tem experiência
Ele não faz nada a toa
Ele estando com saúde
E a sua memória boa
Sua vida é um primor
Desfruta a paz e o amor
E deus do céu lhe abençoa.
FT - Se tem uma coisa ruim
Que o jovem não se afrocha
É desejar ter mulher
Quando quer o negócio, arrocha
Já o idoso tem o sentimento
na hora vem um só pensamento:
"Quando desejo, brocha".
GO - É porque a sua tocha
Está um pouco apagada
O quê sempre foi acesa
Para cada namorada
Também não é brincadeira
Tem que pendurar a chuteira
Ou ela acaba estourada.
FT - Se tem uma coisa ruim
Que no idoso nostalgia
É o pensamento na morte
Quando jovem inexistia
Se nisso ele não falasse
Por dentro seconcentrasse
Tudo melhor ficaria.
GO - O idoso todos os dias
Revive o bom da vida
O amor da ex namorada
Ou uma bela cantiga
Tudo isso lhe distrai
Seja a saudade do pai
Da mãe ou de uma amiga.
FT - O cordel para quem é jovem
Comenta do coração
Banalidades, alegrias
Mulheres com diversão
Para o idoso é diferente
Nada disso tem na mente
Só se escreve no Lampião.
GO - Ao meio a tantas saudades
As fugas e as ilusões
Revive grandes momentos
As grandes recordações
As coisas boas que fez
Reconta mais de uma vez
Nos dando boas lições.
FT - O amigo vai desculpar
A poesia tá muito boa
Agora vou trabalhar
Compor cordel o tempo voa
Falar de tema animoso
Me deixou resplendoroso
Depois da conversa boa.
GO - Flui igualmente a broa
Derrete em nossa boca
Falar do idoso é bom
E do jovem é coisa louca
Vamos dar uma parada
Porque a nossa embolada
Deixou-me de goela rouca.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Mote em Decassílabo, de Pedro Ernesto filho
SE EU NASCESSE DE NOVO PEDIRIA
PRA VIVER NO PAÍS DA CONSCIÊNCIA
Pedro Ernesto Filho
PRA VIVER NO PAÍS DA CONSCIÊNCIA
Pedro Ernesto Filho
Onde a flor exarasse mais perfume,
onde a planta o ar puro respirasse,
a disputa infiel não prosperasse,
perdoar fosse o dom do bom costume,
o amor não murchasse com ciúme,
arrogância perdesse a existência
onde o pássaro exibisse a inocência
sem das armas temer à pontaria
– Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
onde a planta o ar puro respirasse,
a disputa infiel não prosperasse,
perdoar fosse o dom do bom costume,
o amor não murchasse com ciúme,
arrogância perdesse a existência
onde o pássaro exibisse a inocência
sem das armas temer à pontaria
– Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde a força da paz esteja antes
do que a mágoa de um povo entre em atrito,
e as ações criminosas de um mosquito
não superem a missão dos governantes,
entre si, sejam os homens vigilantes
combatendo o rigor da violência,
e o valor destinado à previdência
não engorde o padrão de quem desvia
– Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
do que a mágoa de um povo entre em atrito,
e as ações criminosas de um mosquito
não superem a missão dos governantes,
entre si, sejam os homens vigilantes
combatendo o rigor da violência,
e o valor destinado à previdência
não engorde o padrão de quem desvia
– Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde o homem não volte sem a feira,
a mãe pobre, de parto, não faleça,
o machado sisudo reconheça
que seu cabo possante é de madeira,
onde as cores históricas da bandeira
sejam vistas com alma e incumbência,
e a política, no todo, uma ciência
de capricho, vergonha e harmonia,
– Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
a mãe pobre, de parto, não faleça,
o machado sisudo reconheça
que seu cabo possante é de madeira,
onde as cores históricas da bandeira
sejam vistas com alma e incumbência,
e a política, no todo, uma ciência
de capricho, vergonha e harmonia,
– Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Seja o jovem o raiar da esperança
e os poderes se sintam mais unidos,
os impostos nos sejam devolvidos
em escola, saúde e segurança,
a justiça conserve na balança
nível, ética, razão e procedência;
e os poetas frustrados, com decência,
reconheçam que os outros têm poesia
– Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
e os poderes se sintam mais unidos,
os impostos nos sejam devolvidos
em escola, saúde e segurança,
a justiça conserve na balança
nível, ética, razão e procedência;
e os poetas frustrados, com decência,
reconheçam que os outros têm poesia
– Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde a fauna liberta possa estar
e onde a flora não sofra ataque errôneo,
a Igreja divida o patrimônio
como diz nos discursos do altar,
a disputa na hora de votar
aconteça sem ódio e renitência,
onde o povo exercite a preferência
sem suborno, agressão nem baixaria
– Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
e onde a flora não sofra ataque errôneo,
a Igreja divida o patrimônio
como diz nos discursos do altar,
a disputa na hora de votar
aconteça sem ódio e renitência,
onde o povo exercite a preferência
sem suborno, agressão nem baixaria
– Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde o preso não use das escutas
para ornar o comando dos ativos,
não existam cartões corporativos
ensejando desvios de condutas,
hajam mais igualdades nas disputas,
otimismo aconteçam com freqüência,
os ministros demonstrem transparência
sem engodo, façanha ou fantasia,
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
para ornar o comando dos ativos,
não existam cartões corporativos
ensejando desvios de condutas,
hajam mais igualdades nas disputas,
otimismo aconteçam com freqüência,
os ministros demonstrem transparência
sem engodo, façanha ou fantasia,
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde o povo conquiste o seu direito
e a imprensa detenha a liberdade,
concorrente demonstre lealdade
sem sentir seu rival como suspeito,
entre filhos e pais haja respeito,
nos casais reine a paz na convivência,
e no rol da infância e adolescência
não se fale na droga nem orgia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
e a imprensa detenha a liberdade,
concorrente demonstre lealdade
sem sentir seu rival como suspeito,
entre filhos e pais haja respeito,
nos casais reine a paz na convivência,
e no rol da infância e adolescência
não se fale na droga nem orgia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde a Bíblia Sagrada seja lida,
o direito autoral reconquistado,
tenha o jovem um emprego assegurado,
seja a renda melhor distribuída,
onde o médico não seja um homicida
por agir com descuido e negligência,
que a justiça use a mesma inteligência
para o jogo do bicho e loteria
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
o direito autoral reconquistado,
tenha o jovem um emprego assegurado,
seja a renda melhor distribuída,
onde o médico não seja um homicida
por agir com descuido e negligência,
que a justiça use a mesma inteligência
para o jogo do bicho e loteria
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde os homens se entendam e se organizem
ensejando amor, paz e liberdade,
nos negócios não falte a igualdade
e os costumes legais se realizem,
as janelas, de grades, não precisem,
e se distingam cadeia e residência,
o poder determine providência
inibindo o sensor da ousadia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
ensejando amor, paz e liberdade,
nos negócios não falte a igualdade
e os costumes legais se realizem,
as janelas, de grades, não precisem,
e se distingam cadeia e residência,
o poder determine providência
inibindo o sensor da ousadia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde o índio exercite o seu direito,
os costumes dos outros, respeitados,
o patrão valorize os empregados,
não exista racismo ou preconceito,
onde o homem depois de ser eleito
não renegue a seu povo a assistência,
entre as classes perdure a coerência
e a Nação cumpra tudo o que anuncia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
os costumes dos outros, respeitados,
o patrão valorize os empregados,
não exista racismo ou preconceito,
onde o homem depois de ser eleito
não renegue a seu povo a assistência,
entre as classes perdure a coerência
e a Nação cumpra tudo o que anuncia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde reine humildade e mais sossego
e a palavra ao ser dita permaneça,
crime bárbaro e cruel não aconteça,
não se fraude o seguro desemprego,
a criança não perca o aconchego
e seja isto da lei uma exigência,
professores preservem a sapiência
ensinando fazer democracia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
e a palavra ao ser dita permaneça,
crime bárbaro e cruel não aconteça,
não se fraude o seguro desemprego,
a criança não perca o aconchego
e seja isto da lei uma exigência,
professores preservem a sapiência
ensinando fazer democracia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde àquele que queira trabalhar
nunca falte na lida o que fazer,
quem faz pão tenha o pão para comer;
quem faz casa, uma casa pra morar,
onde a vida não custe um celular
e a traição não impere a resistência,
a justiça não sofra a influência
do fuzil, do dinheiro ou da chefia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
nunca falte na lida o que fazer,
quem faz pão tenha o pão para comer;
quem faz casa, uma casa pra morar,
onde a vida não custe um celular
e a traição não impere a resistência,
a justiça não sofra a influência
do fuzil, do dinheiro ou da chefia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde a terra só seja disputada
por aqueles que queiram trabalhar;
o pirata, inibido de imitar;
e a indústria transgênica, rotulada;
a miséria se sinta amordaçada
pelos laços fiéis da diligência,
seja um livro o mandão da preferência,
tenha o pobre remédio e moradia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
por aqueles que queiram trabalhar;
o pirata, inibido de imitar;
e a indústria transgênica, rotulada;
a miséria se sinta amordaçada
pelos laços fiéis da diligência,
seja um livro o mandão da preferência,
tenha o pobre remédio e moradia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde a lei seja pura e respeitada,
não se tire proveito das mazelas,
não se jogue um menor pelas janelas
e a doméstica não seja apedrejada,
do mendigo que dorme na calçada
não se faça fogueira sem clemência,
magistrado com sua prepotência
não dispare uma arma no vigia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
não se tire proveito das mazelas,
não se jogue um menor pelas janelas
e a doméstica não seja apedrejada,
do mendigo que dorme na calçada
não se faça fogueira sem clemência,
magistrado com sua prepotência
não dispare uma arma no vigia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Da polícia se expulsem os marginais
e os apelos não entrem no sucesso,
onde os túneis não sirvam de acesso
às agências bancárias federais,
não se veja nas portas de hospitais
paciente morrer sem paciência,
testemunha não minta em audiência
protegendo do crime a autoria
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
e os apelos não entrem no sucesso,
onde os túneis não sirvam de acesso
às agências bancárias federais,
não se veja nas portas de hospitais
paciente morrer sem paciência,
testemunha não minta em audiência
protegendo do crime a autoria
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Nas escolas por rico freqüentadas
favelado também se matricule,
nota falsa em comércio não circule,
as ações desonestas, rejeitadas;
as notícias benéficas, divulgadas,
CPI não padeça inconseqüência,
quem a arma entregou por aderência
do governo receba garantia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
favelado também se matricule,
nota falsa em comércio não circule,
as ações desonestas, rejeitadas;
as notícias benéficas, divulgadas,
CPI não padeça inconseqüência,
quem a arma entregou por aderência
do governo receba garantia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde o juro não seja especulante
não se apele às ações da moratória,
não se faça medida provisória
todo mês, todo dia e todo instante,
gasto público não seja horripilante,
não se fale em propina e truculência,
não se oculte uma boa antecedência
e haja lei pra punir pedofilia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
não se apele às ações da moratória,
não se faça medida provisória
todo mês, todo dia e todo instante,
gasto público não seja horripilante,
não se fale em propina e truculência,
não se oculte uma boa antecedência
e haja lei pra punir pedofilia
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
Onde o leite é vendido sem mistura,
boa marca mereça confiança,
candidato não aja com lambança
e a poesia transite sem censura,
não se louvem as ações da ditadura
num regime que ancora a presidência,
as fronteiras combatam entorpecência
carnaval ceda espaço à cantoria
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
boa marca mereça confiança,
candidato não aja com lambança
e a poesia transite sem censura,
não se louvem as ações da ditadura
num regime que ancora a presidência,
as fronteiras combatam entorpecência
carnaval ceda espaço à cantoria
-Se eu nascesse de novo pediria
pra viver no país da consciência.
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
terça-feira, 7 de novembro de 2017
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Poesia e arte no Brasil
A arte no nosso Brasil
Está muito desvalida
Dinheiro só para filmes
Novela de temas da vida
Música se for barulho
A poesia está combalida.
Está muito desvalida
Dinheiro só para filmes
Novela de temas da vida
Música se for barulho
A poesia está combalida.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Parado de repente!
Fui parado de repente
Quando andava pela rua
Pensando em que contribua
Pra divertir muita gente
Numa canção de repente.
Mas como ser repentista
Neste mundo de alienista
Que não dá chance ao cordel
Não percebe seu papel
Num pais que ignora artista?
Quando andava pela rua
Pensando em que contribua
Pra divertir muita gente
Numa canção de repente.
Mas como ser repentista
Neste mundo de alienista
Que não dá chance ao cordel
Não percebe seu papel
Num pais que ignora artista?
terça-feira, 17 de outubro de 2017
terça-feira, 10 de outubro de 2017
O ancião e a corsa - Parte III

Como a vaca não falava,
Era um animal que mugia,
Ali mesmo foi abatida
Acabando-se à agonia
Hamid se estremeceu
Sem perceber o que ocorria.
Hamid ficou surpreso
Com a tristeza que sentiu
Como se morresse alguém
Com aquela dor que sentiu
Amparado pela esposa
Que no seu íntimo, sorriu.
Foi trazido a sua presença
O bezerro já chorando
Ao se aproximar do pai
Nos seus pés foi se ajoelhando
O pai sentindo um pavor
Uma ordem foi proclamando:
- Peão, pare este sacrifício
Uma tristeza chegou
Depois da morte da vaca
A festança se acabou
Leve o bezerro de volta.
Levantou e se retirou.
Hamid ficou pensando
Na vaca que viu chorando
Percebeu algo nebuloso
E estranho se passando
Toda vez que via o bezerro
Ele ficava lhe olhando.
Alguns dias foram passando
Com o bezerro em pensamento
Ele não se conformava
Com aquele seu sentimento
Procurou uma advinha
Para ter esclarecimento.
Quando Hamid saiu com o filho
A mulher deitou na cama
Dizendo-se não ter medo
De bruxa, gênio ou cigana
E que a sua felicidade
Era a defesa de quem ama.
No momento da consulta
O bezerro foi levado
A advinha era uma bruxa
Percebeu o que foi passado
A primeira frase foi:
- O bezerro é o filho amado!
A bruxa seguiu dizendo:
- Eu mesma vou desfazer
Esta magia desgraçada
Teu filho vai aparecer
E a mulher que foi culpada
A magia vou reverter.
E antes que Hamid falasse
O bezerro estremeceu
Ele foi desconjurando
Seu menino apareceu
Ao mesmo tempo que Hamid
A situação compreendeu.
Hamid ficou perplexo
A tristeza não sumia
Seu filho renasceu ali
Uma esposa na magia
A segunda falecera
Vítima de tirania.
Foi correndo para casa
Com semblante preocupado
Procurando sua mulher
Com o menino do seu lado
Viu uma corsa na sua cama
Entendeu o que foi passado.
Prometeu naquele dia
Que da corsa ia cuidar
Até o fim da sua existência
Para o sofrer amenizar
Ao seu filho seria amor
E nunca mais iria casar.
Terminada toda estória
Os amigos foram comer
Bebida para fartar
A vida para esquecer
Os animais para lembrar
O que o homem pode fazer.
A mulher que vive o ciúme
Acaba com a relação
O marido que é ciumento
Estraga seu coração
Sentimento desgraçado
Que leva a separação.
Acabando esta leitura
Faça alguma reflexão
Para saber de tristeza
De inveja e conspiração
Veja a estória de uns cães negros
Falada na introdução.
Era um animal que mugia,
Ali mesmo foi abatida
Acabando-se à agonia
Hamid se estremeceu
Sem perceber o que ocorria.
Hamid ficou surpreso
Com a tristeza que sentiu
Como se morresse alguém
Com aquela dor que sentiu
Amparado pela esposa
Que no seu íntimo, sorriu.
Foi trazido a sua presença
O bezerro já chorando
Ao se aproximar do pai
Nos seus pés foi se ajoelhando
O pai sentindo um pavor
Uma ordem foi proclamando:
- Peão, pare este sacrifício
Uma tristeza chegou
Depois da morte da vaca
A festança se acabou
Leve o bezerro de volta.
Levantou e se retirou.
Hamid ficou pensando
Na vaca que viu chorando
Percebeu algo nebuloso
E estranho se passando
Toda vez que via o bezerro
Ele ficava lhe olhando.
Alguns dias foram passando
Com o bezerro em pensamento
Ele não se conformava
Com aquele seu sentimento
Procurou uma advinha
Para ter esclarecimento.
Quando Hamid saiu com o filho
A mulher deitou na cama
Dizendo-se não ter medo
De bruxa, gênio ou cigana
E que a sua felicidade
Era a defesa de quem ama.
No momento da consulta
O bezerro foi levado
A advinha era uma bruxa
Percebeu o que foi passado
A primeira frase foi:
- O bezerro é o filho amado!
A bruxa seguiu dizendo:
- Eu mesma vou desfazer
Esta magia desgraçada
Teu filho vai aparecer
E a mulher que foi culpada
A magia vou reverter.
E antes que Hamid falasse
O bezerro estremeceu
Ele foi desconjurando
Seu menino apareceu
Ao mesmo tempo que Hamid
A situação compreendeu.
Hamid ficou perplexo
A tristeza não sumia
Seu filho renasceu ali
Uma esposa na magia
A segunda falecera
Vítima de tirania.
Foi correndo para casa
Com semblante preocupado
Procurando sua mulher
Com o menino do seu lado
Viu uma corsa na sua cama
Entendeu o que foi passado.
Prometeu naquele dia
Que da corsa ia cuidar
Até o fim da sua existência
Para o sofrer amenizar
Ao seu filho seria amor
E nunca mais iria casar.
Terminada toda estória
Os amigos foram comer
Bebida para fartar
A vida para esquecer
Os animais para lembrar
O que o homem pode fazer.
A mulher que vive o ciúme
Acaba com a relação
O marido que é ciumento
Estraga seu coração
Sentimento desgraçado
Que leva a separação.
Acabando esta leitura
Faça alguma reflexão
Para saber de tristeza
De inveja e conspiração
Veja a estória de uns cães negros
Falada na introdução.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
O ancião e a corsa - Parte II

O menino foi crescendo
Criado com muita alegria
Tudo que Hamid fizesse
O filho também queria
Onde quer que este pai fosse
O pai tinha companhia.
Até que chegou um momento
De Hamid fazer uma viagem
Teria um ano de duração
Sem o menino na bagagem
Para fazer seu comércio
E manter paga a criadagem.
No momento da partida
O menino só chorava
Agarrado com sua mãe
Que no desespero estava
A força que Hamid tinha
Era crer que retornava.
Neste trabalho de Hamid
Não deixe seu pensamento
Veja como se deu a trama
Que acabou com sofrimento
Da mulher e do pequenino
Com feitiço e encantamento.
A esposa, que era a primeira,
Resolveu estudar magia
O prazer da enganação
Ser aprendiz da tirania
Versada em desfaçatez
Engrossada com ironia.
Depois de passados meses
De treino e sagacidade
Teve uma idéia diferente
De grande perversidade
Transformar o menino e a mãe
Em bovinos de verdade.
O bezerro e a vaquinha
Foram deixados por ali
No meio da bicharada
Só comendo sapoti
Atrelados nas carroças
Para o roçado concluir.
Os criados deram por falta
Do menino que era amado
E daquela moça humilde
Que com Hamid havia casado
Se perguntada, dizia:
- Não sei, devem ter viajado.
Depois de passada a viagem
O marido retornou
À esposa toda animada
Uma festa começou
Escondendo na verdade
O fato que planejou.
O marido achando
estranhoCriado com muita alegria
Tudo que Hamid fizesse
O filho também queria
Onde quer que este pai fosse
O pai tinha companhia.
Até que chegou um momento
De Hamid fazer uma viagem
Teria um ano de duração
Sem o menino na bagagem
Para fazer seu comércio
E manter paga a criadagem.
No momento da partida
O menino só chorava
Agarrado com sua mãe
Que no desespero estava
A força que Hamid tinha
Era crer que retornava.
Neste trabalho de Hamid
Não deixe seu pensamento
Veja como se deu a trama
Que acabou com sofrimento
Da mulher e do pequenino
Com feitiço e encantamento.
A esposa, que era a primeira,
Resolveu estudar magia
O prazer da enganação
Ser aprendiz da tirania
Versada em desfaçatez
Engrossada com ironia.
Depois de passados meses
De treino e sagacidade
Teve uma idéia diferente
De grande perversidade
Transformar o menino e a mãe
Em bovinos de verdade.
O bezerro e a vaquinha
Foram deixados por ali
No meio da bicharada
Só comendo sapoti
Atrelados nas carroças
Para o roçado concluir.
Os criados deram por falta
Do menino que era amado
E daquela moça humilde
Que com Hamid havia casado
Se perguntada, dizia:
- Não sei, devem ter viajado.
Depois de passada a viagem
O marido retornou
À esposa toda animada
Uma festa começou
Escondendo na verdade
O fato que planejou.
Resolveu lhe perguntar:
- Onde estará minha esposa
Que não chegou a me abraçar?
E o meu pequeno menino
Para um beijo poder me dar?
A esposa, viva e matreira,
Disse sem muita demora:
- Ela resolveu partir
Pegou teu filho e foi embora
Disse que amava só a ti
E que voltava a qualquer hora.
- Em sua homenagem pensei
Que devemos festejar
Escolha uma vaca gorda
Para confraternizar
Comigo e teus convidados
Comida para fartar.
O marido sem saber
Nesta lorota embarcou
Mandou chamar todos amigos
Um banquete começou
A consorte trapaceira
À vaca selecionou.
Bem na frente do marido
A vaca mãe foi deixada
Foi chamado o melhor peão
Com uma estaca bem amolada
Que acertasse num só golpe
E a vida ser retirada.
A vaca olhou para Hamid
De um jeito muito penoso
Muitas lágrimas de choro
Um semblante pesaroso
Parecia ser uma pessoa
Num pesadelo horroroso.
terça-feira, 26 de setembro de 2017
O ancião e a corsa - Parte I

A estória vem do Marrocos
Trazendo sabedoria
Falando sobre mulher
Ciúme, ódio, feitiçaria
Amor de pai, sofrimento
E a morte por tirania.
Hamid estava num bar
Esperando um grande amigo
Que, para fazer negócios,
Passou um tempo sumido
No retorno trouxe uns cães
Cabisbaixos sem latido.
Este misterioso amigo,
Deve o leitor conhecer,
Era o dono dos cães negros
Que sentou para dizer
A estória da sua família
O que lhe foi acontecer.
Depois de ouvir com atenção
À estória de sofrimento
Hamid resolveu contar
Todo seu padecimento
Iniciando pela busca
De mulher pra casamento.
Era rico de nascença
Do comércio faturava
Mas mulher não conseguia
Em toda casa que andava
Pagaria qualquer dote
Desde que fosse educada.
Depois de andar pelo país
Procurando por uma esposa
Ele achou uma jovem que
Tinha um olhar de mariposa
Sorriso dissimulado
Astúcia de uma raposa.
Resolveu lhe apresentar
A quem fosse sua amizade
Achando a mulher perfeita
Que vivia da honestidade
Os amigos no contraponto
Viam esperteza e falsidade.
Como não adianta falar
A quem esteja apaixonado
E conversa da amizade
Não entra em coração fechado,
Com menos de trinta dias
Já se fazia um homem casado.
Depois de um tempo casado
Vivendo a felicidade
Começou a esperar por filhos
Por falta de novidade
Apesar das tentativas
E por horas de atividade.
Os filhos não apareceram
Para alegrar o coração
Hamid sugeriu a cônjuge
Uma nova solução
Casar - se com outra mulher
Defendia a constituição.
Resolveu iniciar uma busca
Em baixa classe social
Por pessoa que fosse humilde
De alegria descomunal
Que aceitasse a situação
Sem pensar no bacanal.
E depois de certo tempo
Achou mulher que aceitasse
O fato de ser casado
E com isso não incomodasse
Não era para falar bem
Apenas que engravidasse.
A mulher ouviu tal proposta
Aceitou sem ter noivado
O casório foi com festa
Na primeira foi gerado
Esperou por nove meses
Nasceu o menino esperado.
A primeira mulher dele
Fez as vontades do marido
Por fora se via alegria
Pelo que foi acontecido
Por dentro era só rancor
Com seu coração partido.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
A morte
Encantado com um cordel
De repetente pensei em morte
Presente na sina do homem
E se pode ser uma sorte
Do pensar uma reflexão
Percebi uma conclusão
Para a vida, este é o norte.
De repetente pensei em morte
Presente na sina do homem
E se pode ser uma sorte
Do pensar uma reflexão
Percebi uma conclusão
Para a vida, este é o norte.

A morte não tem respeito
Por nenhuma autoridade
Juiz, promotor, ministro
Quem tiver notoriedade
Para qualquer ser vivente
Trata todos como gente
Imparcial será sua igualdade.
Por nenhuma autoridade
Juiz, promotor, ministro
Quem tiver notoriedade
Para qualquer ser vivente
Trata todos como gente
Imparcial será sua igualdade.
E quem pensa que viveu
Tome ai muito cuidado
Idade não põe respeito
À morte com seu cajado
Bebê, criança, adolescente
Ou velho remanescente
Uma hora será lembrado.
Tome ai muito cuidado
Idade não põe respeito
À morte com seu cajado
Bebê, criança, adolescente
Ou velho remanescente
Uma hora será lembrado.
Se estiver sadio e passeando
Ou no leito de uma cama
A morte faz companhia
A sentença ela proclama
Leva sem pena quem quer
De jeito que estiver
Na escolha ela não se engana.
Ou no leito de uma cama
A morte faz companhia
A sentença ela proclama
Leva sem pena quem quer
De jeito que estiver
Na escolha ela não se engana.
O lugar pode ser lindo
A alegria ser sonora
Leva ela qualquer sujeito
Sem demanda e sem demora
Seja um grande vencedor
Ou da vida perdedor
Ela leva a vida embora.
A alegria ser sonora
Leva ela qualquer sujeito
Sem demanda e sem demora
Seja um grande vencedor
Ou da vida perdedor
Ela leva a vida embora.
A certeza dessa vida
É que um dia se irá morrer
Se muito você viveu
Ou se havia para vencer
Para a morte ninguém importa
Aproveite a vida torta
Agradeça ao amanhecer.
É que um dia se irá morrer
Se muito você viveu
Ou se havia para vencer
Para a morte ninguém importa
Aproveite a vida torta
Agradeça ao amanhecer.
De tudo já se tentou
Para a morte ser evitada
Reza, fé, feitiçaria
Até ciência organizada
O mapeamento genético
Até levar choque elétrico
Mas tudo resultou em nada.
Para a morte ser evitada
Reza, fé, feitiçaria
Até ciência organizada
O mapeamento genético
Até levar choque elétrico
Mas tudo resultou em nada.
Então que a sorte se tenha
E que venha a desgraçada
No momento que aprouver
Quando for na hora marcada
O desejo é que demore
Que a vida a gente explore
E pelo amor seja guiada.
E que venha a desgraçada
No momento que aprouver
Quando for na hora marcada
O desejo é que demore
Que a vida a gente explore
E pelo amor seja guiada.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Ofereço a minha melhor aluna de tutoria
Alunos em tutoria
Fazendo uma discussão
Barulho descontrolado
Lá no meio da falação
Alguém pergunta baixinho:
- Professor, estou o caminho?
A todos chamou atenção.
Estava tudo correto
Em nada contribui
Percebendo uma certeza
Em cada frase que ouvi
Disfarçando com meu olhar
Sem querer lhes atrapalhar
No silêncio me escondi.
Fazendo uma discussão
Barulho descontrolado
Lá no meio da falação
Alguém pergunta baixinho:
- Professor, estou o caminho?
A todos chamou atenção.
Estava tudo correto
Em nada contribui
Percebendo uma certeza
Em cada frase que ouvi
Disfarçando com meu olhar
Sem querer lhes atrapalhar
No silêncio me escondi.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Cubo de Rubik - Como resolver?
Será que tem um desafio
Difícil de se vencer
É este novo Cubo de Rubik
Que tenta satisfazer
Aquele que for capaz
Como forma de lazer.
Difícil de se vencer
É este novo Cubo de Rubik
Que tenta satisfazer
Aquele que for capaz
Como forma de lazer.
Se existe algo mais difícil
Nunca se viu nesta vida
Nem mesmo a Filosofia
Deixa a mente tão destruída
É um jogo de tentativas
Parecendo não ter saída.
Nunca se viu nesta vida
Nem mesmo a Filosofia
Deixa a mente tão destruída
É um jogo de tentativas
Parecendo não ter saída.
A solução pode ser
Se socorrer com o criador
Para tornar este objeto
Um brinquedo encantador
Para mostrar qual o caminho
De montagem a um jogador.
Se socorrer com o criador
Para tornar este objeto
Um brinquedo encantador
Para mostrar qual o caminho
De montagem a um jogador.
terça-feira, 22 de agosto de 2017
O ancião e a corsa - PARTE III
O marido achando estranho
Resolveu lhe perguntar:
- Onde estará minha esposa
Que não chegou a me abraçar?
E o meu pequeno menino
Para um beijo poder me dar?
A esposa, viva e matreira,
Disse sem muita demora:
- Ela resolveu partir
Pegou teu filho e foi embora
Disse que amava só a ti
E que voltava a qualquer hora.
- Em sua homenagem pensei
Que devemos festejar
Escolha uma vaca gorda
Para confraternizar
Comigo e teus convidados
Comida para fartar.
O marido sem saber
Nesta lorota embarcou
Mandou chamar todos amigos
Um banquete começou
A consorte trapaceira
À vaca selecionou.
Bem na frente do marido
A vaca mãe foi deixada
Foi chamado o melhor peão
Com uma estaca bem amolada
Que acertasse num só golpe
E a vida ser retirada.
A vaca olhou para Hamid
De um jeito muito penoso
Muitas lágrimas de choro
Um semblante pesaroso
Parecia ser uma pessoa
Num pesadelo horroroso.
Como a vaca não falava,
Era um animal que mugia,
Ali mesmo foi abatida
Acabando-se à agonia
Hamid se estremeceu
Sem perceber o que ocorria.
Hamid ficou surpreso
Com a tristeza que sentiu
Como se morresse alguém
Com aquela dor que sentiu
Amparado pela esposa
Que no seu íntimo, sorriu.
Foi trazido a sua presença
O bezerro já chorando
Ao se aproximar do pai
Nos seus pés foi se ajoelhando
O pai sentindo um pavor
Uma ordem foi proclamando:
- Peão, pare este sacrifício
Uma tristeza chegou
Depois da morte da vaca
A festança se acabou
Leve o bezerro de volta.
Levantou e se retirou.
Hamid ficou pensando
Na vaca que viu chorando
Percebeu algo nebuloso
E estranho se passando
Toda vez que via o bezerro
Ele ficava lhe olhando.
Alguns dias foram passando
Com o bezerro em pensamento
Ele não se conformava
Com aquele seu sentimento
Procurou uma advinha
Para ter esclarecimento.
Quando Hamid saiu com o filho
A mulher deitou na cama
Dizendo-se não ter medo
De bruxa, gênio ou cigana
E que a sua felicidade
Era a defesa de quem ama.
No momento da consulta
O bezerro foi levado
A advinha era uma bruxa
Percebeu o que foi passado
A primeira frase foi:
- O bezerro é o filho amado!
A bruxa seguiu dizendo:
- Eu mesma vou desfazer
Esta magia desgraçada
Teu filho vai aparecer
E a mulher que foi culpada
A magia vou reverter.
E antes que Hamid falasse
O bezerro estremeceu
Ele foi desconjurando
Seu menino apareceu
Ao mesmo tempo que Hamid
A situação compreendeu.
Hamid ficou perplexo
A tristeza não sumia
Seu filho renasceu ali
Uma esposa na magia
A segunda falecera
Vítima de tirania.
Foi correndo para casa
Com semblante preocupado
Procurando sua mulher
Com o menino do seu lado
Viu uma corsa na sua cama
Entendeu o que foi passado.
Prometeu naquele dia
Que da corsa ia cuidar
Até o fim da sua existência
Para o sofrer amenizar
Ao seu filho seria amor
E nunca mais iria casar.
Terminada toda estória
Os amigos foram comer
Bebida para fartar
A vida para esquecer
Os animais para lembrar
O que o homem pode fazer.
A mulher que vive o ciúme
Acaba com a relação
O marido que é ciumento
Estraga seu coração
Sentimento desgraçado
Que leva a separação.
Acabando esta leitura
Faça alguma reflexão
Para saber de tristeza
De inveja e conspiração
Veja a estória de uns cães negros
Falada na introdução.
Resolveu lhe perguntar:
- Onde estará minha esposa
Que não chegou a me abraçar?
E o meu pequeno menino
Para um beijo poder me dar?
A esposa, viva e matreira,
Disse sem muita demora:
- Ela resolveu partir
Pegou teu filho e foi embora
Disse que amava só a ti
E que voltava a qualquer hora.
- Em sua homenagem pensei
Que devemos festejar
Escolha uma vaca gorda
Para confraternizar
Comigo e teus convidados
Comida para fartar.
O marido sem saber
Nesta lorota embarcou
Mandou chamar todos amigos
Um banquete começou
A consorte trapaceira
À vaca selecionou.
Bem na frente do marido
A vaca mãe foi deixada
Foi chamado o melhor peão
Com uma estaca bem amolada
Que acertasse num só golpe
E a vida ser retirada.
A vaca olhou para Hamid
De um jeito muito penoso
Muitas lágrimas de choro
Um semblante pesaroso
Parecia ser uma pessoa
Num pesadelo horroroso.
Como a vaca não falava,
Era um animal que mugia,
Ali mesmo foi abatida
Acabando-se à agonia
Hamid se estremeceu
Sem perceber o que ocorria.
Hamid ficou surpreso
Com a tristeza que sentiu
Como se morresse alguém
Com aquela dor que sentiu
Amparado pela esposa
Que no seu íntimo, sorriu.
Foi trazido a sua presença
O bezerro já chorando
Ao se aproximar do pai
Nos seus pés foi se ajoelhando
O pai sentindo um pavor
Uma ordem foi proclamando:
- Peão, pare este sacrifício
Uma tristeza chegou
Depois da morte da vaca
A festança se acabou
Leve o bezerro de volta.
Levantou e se retirou.
Hamid ficou pensando
Na vaca que viu chorando
Percebeu algo nebuloso
E estranho se passando
Toda vez que via o bezerro
Ele ficava lhe olhando.
Alguns dias foram passando
Com o bezerro em pensamento
Ele não se conformava
Com aquele seu sentimento
Procurou uma advinha
Para ter esclarecimento.
Quando Hamid saiu com o filho
A mulher deitou na cama
Dizendo-se não ter medo
De bruxa, gênio ou cigana
E que a sua felicidade
Era a defesa de quem ama.
No momento da consulta
O bezerro foi levado
A advinha era uma bruxa
Percebeu o que foi passado
A primeira frase foi:
- O bezerro é o filho amado!
A bruxa seguiu dizendo:
- Eu mesma vou desfazer
Esta magia desgraçada
Teu filho vai aparecer
E a mulher que foi culpada
A magia vou reverter.
E antes que Hamid falasse
O bezerro estremeceu
Ele foi desconjurando
Seu menino apareceu
Ao mesmo tempo que Hamid
A situação compreendeu.
Hamid ficou perplexo
A tristeza não sumia
Seu filho renasceu ali
Uma esposa na magia
A segunda falecera
Vítima de tirania.
Foi correndo para casa
Com semblante preocupado
Procurando sua mulher
Com o menino do seu lado
Viu uma corsa na sua cama
Entendeu o que foi passado.
Prometeu naquele dia
Que da corsa ia cuidar
Até o fim da sua existência
Para o sofrer amenizar
Ao seu filho seria amor
E nunca mais iria casar.
Terminada toda estória
Os amigos foram comer
Bebida para fartar
A vida para esquecer
Os animais para lembrar
O que o homem pode fazer.
A mulher que vive o ciúme
Acaba com a relação
O marido que é ciumento
Estraga seu coração
Sentimento desgraçado
Que leva a separação.
Acabando esta leitura
Faça alguma reflexão
Para saber de tristeza
De inveja e conspiração
Veja a estória de uns cães negros
Falada na introdução.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
O ancião e a corsa - PARTE II
A estória vem do Marrocos
Trazendo sabedoria
Falando sobre mulher
Ciúme, ódio, feitiçaria
Amor de pai, sofrimento
E a morte por tirania.
Hamid estava num bar
Esperando um grande amigo
Que, para fazer negócios,
Passou um tempo sumido
No retorno trouxe uns cães
Cabisbaixos sem latido.
Este misterioso amigo,
Deve o leitor conhecer,
Era o dono dos cães negros
Que sentou para dizer
A estória da sua família
O que lhe foi acontecer.
Depois de ouvir com atenção
À estória de sofrimento
Hamid resolveu contar
Todo seu padecimento
Iniciando pela busca
De mulher pra casamento.
Era rico de nascença
Do comércio faturava
Mas mulher não conseguia
Em toda casa que andava
Pagaria qualquer dote
Desde que fosse educada.
Depois de andar pelo país
Procurando por uma esposa
Ele achou uma jovem que
Tinha um olhar de mariposa
Sorriso dissimulado
Astúcia de uma raposa.
Resolveu lhe apresentar
A quem fosse sua amizade
Achando a mulher perfeita
Que vivia da honestidade
Os amigos no contraponto
Viam esperteza e falsidade.
Como não adianta falar
A quem esteja apaixonado
E conversa da amizade
Não entra em coração fechado,
Com menos de trinta dias
Já se fazia um homem casado.
Depois de um tempo casado
Vivendo a felicidade
Começou a esperar por filhos
Por falta de novidade
Apesar das tentativas
E por horas de atividade.
Os filhos não apareceram
Para alegrar o coração
Hamid sugeriu a cônjuge
Uma nova solução
Casar - se com outra mulher
Defendia a constituição.
Resolveu iniciar uma busca
Em baixa classe social
Por pessoa que fosse humilde
De alegria descomunal
Que aceitasse a situação
Sem pensar no bacanal.
E depois de certo tempo
Achou mulher que aceitasse
O fato de ser casado
E com isso não incomodasse
Não era para falar bem
Apenas que engravidasse.
A mulher ouviu tal proposta
Aceitou sem ter noivado
O casório foi com festa
Na primeira foi gerado
Esperou por nove meses
Nasceu o menino esperado.
A primeira mulher dele
Fez as vontades do marido
Por fora se via alegria
Pelo que foi acontecido
Por dentro era só rancor
Com seu coração partido.
O menino foi crescendo
Criado com muita alegria
Tudo que Hamid fizesse
O filho também queria
Onde quer que este pai fosse
O pai tinha companhia.
Até que chegou um momento
De Hamid fazer uma viagem
Teria um ano de duração
Sem o menino na bagagem
Para fazer seu comércio
E manter paga a criadagem.
No momento da partida
O menino só chorava
Agarrado com sua mãe
Que no desespero estava
A força que Hamid tinha
Era crer que retornava.
Neste trabalho de Hamid
Não deixe seu pensamento
Veja como se deu a trama
Que acabou com sofrimento
Da mulher e do pequenino
Com feitiço e encantamento.
A esposa, que era a primeira,
Resolveu estudar magia
O prazer da enganação
Ser aprendiz da tirania
Versada em desfaçatez
Engrossada com ironia.
Depois de passados meses
De treino e sagacidade
Teve uma idéia diferente
De grande perversidade
Transformar o menino e a mãe
Em bovinos de verdade.
O bezerro e a vaquinha
Foram deixados por ali
No meio da bicharada
Só comendo sapoti
Atrelados nas carroças
Para o roçado concluir.
Os criados deram por falta
Do menino que era amado
E daquela moça humilde
Que com Hamid havia casado
Se perguntada, dizia:
- Não sei, devem ter viajado.
Depois de passada a viagem
O marido retornou
À esposa toda animada
Uma festa começou
Escondendo na verdade
O fato que planejou.
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