
Que bom, que maravilhoso
Fui a minha casa dormir
Me acordei no outro dia
Alegre e sempre a sorrir
Sentindo-me muito bem
Sem nada pra me agredir.
No segundo dia não fiz
De nada que me adoeça
Passei a sentir muita dor
Bem em cima da cabeça
Eu comecei a pedir a Deus
Que a dor não me enlouqueça.
Fiquei em casa deitada
Analisando o sintoma
Deitada não sentia nada
De pé, oh! como a dor reclama!
Quando eu tossia mais me doia
Completando este axioma.
No terceiro dia pensei
Com meu médico falar
Pra me dar uma solução
Também para me explicar
Como é que a anestesia foi
Para a cabeça parar?
Disse-me que na coluna
Há um líquido protetor
Que sobe para a cabeça
E age como defensor
Envolvendo nosso cérebro
Para que não sinta dor.
Seu nome nos livros é líquor
Sendo também proteção
Para pancadas e acidentes
Do mar, da terra e do avião
Mas quando do corpo sai
Uma dor faz evolução.
Para cada 100 pessoas
Apenas duas sentem dor
Só que para estas poucas
São momentos de pavor
A mulher tem mais que o homem
Vou reclamar com o Criador.
Quando esta dor aparece
Sem nem anunciar seu nome
Todos ficamos sofrendo
Com esta dor que nos consome
Se levantar a bicha pega
E se deitar, a bicha some.
O anestesista me achou
Uma mulher bem machona
Me dando explicações
Fazendo tudo vir a tona
Depois me prescreveu
Cafeina com dipirona.