sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Morte com desespero



O homem deseja ter vida

Vivendo sem muito esmero

Tendo prazer e diversão 

Comendo com bem tempero

Quando chega ao seu final

Tem um sofrer descomunal 

E a morte com desespero.


Quem vive aprende vivendo

Com a visão, o tato e o cheiro

Vai para escola estudar

Mal saindo do galinheiro

Fugindo de funeral 

Tem um sofrer descomunal 

E a morte com desespero.


Por mais que a vida ofereça

Sabedoria sem exagero

Mostrando tudo que pode

Do sentimento ao dinheiro 

Quando mostra o desigual

Tem um sofrer descomunal 

E a morte com desespero.


Não deve ser deste jeito

Como se fosse o primeiro 

Tudo na vida tem tempo 

E momento derradeiro

Entender sem ter moral 

Tem um sofrer descomunal 

E a morte com desespero.


Precisa sair deste clima

De um entender sorrateiro

A razão falando mais alto

Lhe tira deste atoleiro

Quando o pensar diz o banal:

Tem um sofrer descomunal 

E a morte com desespero.


Fabiano Timbó, outubro de 2024.